ForaDeJogo.net - Marítimo 2007/2008


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Clube Sport Marítimo
Nome: Marítimo
Associação: AF Madeira
Cidade: Funchal
Estádio: Barreiros
Ano de fundação: 1910
Sede: Rua Campo Do Marítimo
Santo António
9000-331
Web: www.csmaritimo.pt
Plantel 2007/2008
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Treinadores
T Lazaroni
Staff
João Abel(PF)
Entradas
Bruno (33)Nacional (I)
Márcio Mossoró (23)Internacional PA   (A)
Ricardo Esteves (27)Reggina   (A)
Fábio Felício (25)Rubin Kazan   (I)
Djalma (20)Marítimo B (II B)
João Luiz (22)Rio Branco   (C)
van der Linden (31)Groningen   (I)
Bruno Fogaça (25)Skoda Xanthi   (I)
Makukula (26)Nástic   (I)
Marcelo Boeck (22)Internacional PA   (A)
João Guilherme (21)Internacional PA B  
Baba (19)Jeanne D'Arc   (I)
André Pinto (28)Purple Sanga   (II)
Tito Silva (21)Marítimo B (II B)
Gonçalo Abreu (21)Marítimo B (II B)
Christopher (22)Marítimo B (II B)
Ytalo (19)Marítimo B (II B)
Sidnei (21)Marítimo B (II B)
Edder Pérez (23)Caracas   (I)
Adriano Silvestre (28)Paraná   (A)
Anderson Gomes (22)Coritiba   (B)
Ediglê (29)
Bruno Grassi (20)Internacional PA B  
Liga Bwin.com
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Marcelo Boeck21Briguel11Adriano Silvestre8Márcio Mossoró
12Bruno Grassi22Ricardo Esteves15Wenio30Douglas
24Christopher5Edder Pérez20João Luiz48Djalma
26Marcos6Evaldo32Tito Silva40Gonçalo Abreu
  18Luís Olim54Sidnei81Fábio Felício
  3Ediglê10Bruno7Kanu
  4van der Linden13Olberdam9Makukula
  14Fernando28Marcinho16Bruno Fogaça
  17Gregory  19Anderson Gomes
  44João Guilherme  25André Pinto
      35Baba
      59Ytalo
Futebol-espetáculo de extremosJorge Carneiro

O Marítimo foi provavelmente a equipa mais espectacular no mercado ainda durante o Verão, promovendo uma profunda remodelação no seu plantel. Na defesa, livrou-se da dupla de centrais que tantos dissabores tinha causado, substituiu-a pelos experientes Van der Linden e Ediglê, e fez ainda regressar Ricardo Esteves a Portugal para estabilizar a lateral direita; reforçou o meio-campo fantasista com a entrada do categorizado Márcio Mossoró e domou-o com o futebol geométrico de Bruno; e montou o ataque em torno do tanque Makukula, alimentando-o por Fábio Felício na esquerda; não esquecendo ainda a chamada de Fogaça enquanto alternativa ao luso-congolês.

Assim sendo não foi de estranhar o arranque fulgurante dos insulares (4 vitórias em 5 jogos) fruto de um futebol variado e desenfreadamente ofensivo, carregados por um Makukula disposto a confirmar todas as credenciais trazidas de Espanha. A equipa alinhava numa formação 4-3-3 com um meio-campo inteligente na gestão de espaços e facilmente desdobrável para o ataque, zona esta que incluía um falso ala-direito com tendência para derivar para o centro (Kanu), mas compensado pelo pendor ofensivo do lateral Ricardo Esteves. Daí para a frente a equipa perdeu a eficácia inicial (ao ponto de ter somado a pior série da época, três derrotas consecutivas entre 11ª e 13ª jornada), a que não terá sido estranho os problemas físicos de Bruno bem como os castigos do seu nrº 9; mas ainda assim conseguiram concluir a primeira volta numa honrosa 6ª posição.

A partida de Makukula para o Benfica após o final da vitória frente ao Boavista não augurava nada de bom em termos desportivos, e em verdade notou-se a quebra exibicional enquanto a equipa reajustava processos e estratégias face às mudanças no plantel. Mas seria mesmo após nova série negativa (dois pontos amealhados entre 21ª e 24ª jornada, que atiraram o Marítimo para o 8º lugar) que os insulares iniciaram fantástica reacção da qual resultaram 5 vitórias nos 6 últimos desafios da época e o renascer de um futebol sólido nos processos de defesa e transição e muito móvel e fantasista na frente, com o ultramotivado Márcio Mossoró a assumir especial destaque. Estes resultados positivos somados à quebra acentuada dos concorrentes Vit. Setúbal, Braga e à penalização imposta ao Belenenses na sequência do caso Meyong redundou no 5º posto da classificação final, e consequente o acesso à taça UEFA. Pela qualidade do futebol praticado e apesar da irregularidade exibicional patenteada ao longo de grande parte da época, é um prémio totalmente merecido para a turma de Sebastião Lazaroni.

Momento: Jornada 25: Marítimo 1-0 Nacional

O derbi Madeirense disputava-se em altura baixa da época, com ambas as equipas em clara quebra anímica e exibicional e há muito a acumularem resultados negativos (apesar do Nacional ter levado o Leiria de vencida na ronda anterior). Marítimo posicionado em 9º lugar, Nacional com um mísero ponto e uma posição de vantagem sobre o rival; e ambos os emblemas, candidatos assumidos à Europa no início de época, a verem os seus objectivos seriamente comprometidos pelas más campanhas realizadas. A contribuir para o panorama pouco promissor também o tempo muito chuvoso e consequentemente uma fraca assistência nas bancadas.

O jogo não foi espectacular, antes muito condicionado pelo relvado alagado e pelas imensas faltas cometidas de parte a parte. No entanto a vitória viria a sorrir aos jogadores do Marítimo, bem comandados pela classe de Bruno e salvos pela segurança do guarda-redes Marcos. Fogaça foi o autor do único golo da partida e o herói de um jogo que para além de garantir a subida ao 7º lugar, marcaria também o ponto de partida para uma recta final simplesmente fantástica que culminou na conquista do 5º lugar europeu.

Estrela: Bruno

Após um interregno de 5 anos (3 dos quais em grande plano no rival Nacional) Bruno regressou aos verde-rubros para assumir a braçadeira de capitão e desempenhar papel fundamental no esquema de Lazaroni, coordenando o jogo ofensivo da equipa e incutindo alguma classe e sobriedade a um meio campo que de outra forma corria o risco de se desunir. Apesar de já não apresentar a mesma disponibilidade física que outrora lhe permitia surgir em outras zonas do terreno a verdade é que este Marítimo nunca isso pediu ao seu comandante, \"contentando-se\" com uma excelente leitura de jogo e passes geométricos a acrescentar grande fluidez à progressão ofensiva da equipa. Como se não bastasse, Bruno teve oportunidade mostrar as suas credenciais na marcação de bolas paradas e acabou até por bater o seu record pessoal de golos, somando um total de 4 ao longo da época. Foi ainda o elemento mais regular do plantel, passando ao lado das oscilações de forma que caracterizou a campanha 2007/2008 dos insulares, e é a actual referência da mística maritimista. Assim, é seguro que vai iniciar a próxima época com 35 anos e o rótulo de imprescindível.

Revelação: Djalma Campos

O pequeno Angolano, um produto das escolas do Marítimo, não aceitou a proposta de renovação de contrato e isso terá tido um enorme peso na forma como não conseguiu uma época de revelação ainda mais espectacular. Apareceu como suplente à 6ª jornada e alinhou pela última vez à 24ª, tendo curiosamente ganho maior evidência nos períodos em que a equipa se mostrava mais abaixo do seu nível, afirmando-se como um dinamizador do jogo da equipa. Ágil, com bons pés e muito rápido no drible, apresenta uma tendência pouco tradicional nos jogadores africanos para encostar junto à linha lateral, abrindo dessa forma espaços nas defensivas adversárias. Ainda não é totalmente consequente nas suas acções e precisa também de evoluir no plano físico, mas se assim for e conseguir complementar as capacidades técnicas que já apresenta poderá tornar-se um jogador de classe internacional.

Desilusão: André Pinto

Com a partida de Makukula rumo à Luz e Kanu apalavrado para a Turquia o Marítimo ficou claramente fragilizado na sua dianteira, até porque as saídas coincidiram com uma lesão arreliadora de Bruno Fogaça. Numa decisão que pareceu acima de qualquer crítica o presidente Carlos Pereira conseguiu fazer regressar o experiente goleador André Pinto à Madeira, mas as expectativas criadas viram-se goradas a partir do momento em que o Brasileiro começou a acumular pequenas lesões e a ficar sucessivamente afastado das convocatórias. Tudo somado foram apenas 90 minutos em campo repartidos por 4 jogos, tendo no entanto chegado para demonstrar que as movimentações incisivas entre centrais e a facilidade no remate são qualidades que se mantêm. Golos, é que nem um...


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