ForaDeJogo.net - Marítimo 2010/2011


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Clube Sport Marítimo
Nome: Marítimo
Associação: AF Madeira
Cidade: Funchal
Estádio: Barreiros
Ano de fundação: 1910
Sede: Rua Campo Do Marítimo
Santo António
9000-331
Web: www.csmaritimo.pt
Plantel 2010/2011
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Treinadores
T Pedro Martins
Mitchell van der Gaag
Staff
Humberto Fernandes(GR), Joaquim Loureiro(GR)
Entradas
Ricardo Esteves (30)Seoul   (I)
Danilo Dias (24)Ipatinga   (B)
Roberge (23)Aris Salonica   (I)
Luciano Amaral (27)Coritiba   (B)
Edinho (27)Malaga   (I)
Marquinho (23)Vitória Guimarães (I)
Benachour (28)Malaga   (I)
Luís Olim (28)Marítimo B (II B)
Marafona (23)Varzim (II)
Fidélis (21)Marítimo B (II B)
André Vilas Boas (27)Rio Ave (I)
João Diogo (22)Marítimo B (II B)
Igor Rossi (21)Internacional PA   (A)
Adilson (28)Feirense (II)
Rúben Ferreira (20)Marítimo B (II B)
Arsénio (20)Marítimo B (II B)
Edivândio (19)Marítimo B (II B)
Marakis (18)Marítimo B (II B)
Rafael Amorim (22)Marítimo B (II B)
Mantzios (27)Anorthosis   (I)
Dylan (21)Marítimo B (II B)
Yuri (20)Marítimo B (II B)
Melissis (27)Larissa   (I)
Liga ZON Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Marcelo Boeck6Ricardo Esteves4André Vilas Boas7Marquinho
12Marafona21Briguel8Roberto Sousa11Kanu
24Peçanha51João Diogo25Rafael Miranda17Djalma
  2Alonso49Marakis26Heldon
  18Luís Olim54Sidnei40Edivândio
  27Luciano Amaral23Tchô59Arsénio
  41Rúben Ferreira30Danilo Dias9Baba
  3Robson32Yuri10Kléber
  14Fernando81Benachour28Edinho
  16Roberge  31Fidélis
  43Igor Rossi  99Mantzios
  44João Guilherme  15Dylan
  48Rafael Amorim  20Adilson
  94Melissis  22Cherrad
Polémicas e o restoJorge Carneiro

A caminhada insular começou muito cedo com as pré-eliminatórias da Liga Europa, e ainda antes disso já a polémica se encontrava instalada com o diferendo que opunha Marítimo, Kléber, FC Porto e Atlético Mineiro. Entre capas de jornal, ameaças e outras declarações muito inflamadas certo é que o Marítimo não viria a libertar o ponta de lança nem poder fazer uso do seu contributo, e assim iria começar a temporada sem poder contar com a sua principal figura no ataque. Em boa verdade não pareceu ter saído muito afectado com o sucedido, dado que com 4 vitórias sem contestação frente ao extinto Sp.Fingal da Irlanda e ao Bangor City de Gales, somou resultados e exibições que permitiam antever o regresso ao futebol fantasista que anteriormente havia maravilhado adeptos e crítica - ou não se tivessem assinado 16 golos nesses 4 jogos.

O estado de graça não durou muito tempo até cair para uma espiral de depressão. Primeiro foi a surpreendente derrota em casa a abrir o campeonato, frente a um Vit.Setúbal regenerado de base e a adquirir mecanismos. As duas deslocações difíceis a Alvalade e a Braga trouxeram dois novos desaires, estes compreensíveis face à categoria dos oponentes, mas com a desmoralizadora agravante de de permeio ter ocorrido a previsível eliminação da Liga Europa face ao bem mais experiente BATE Borissov. O empate em casa que seguiu frente ao sensacional Paços e que marcou o regresso de Kléber às opções trouxe o primeiro ponto para o campeonato - mas também a primeira chicotada, comprovando-se em absoluto que Carlos Pereira queria a demissão de Van Der Gaag desde o final da temporada transacta. De nada serviu o bom futebol praticado até então, a quase ausência de contratações dispendiosas ou a descoberta de bons valores no plantel B - a Carlos Pereira apenas interessava o momento ideal para espetar a faca.

Longe de despertar euforias descontroladas, a escolha de Pedro Martins para o cargo de treinador pareceu um passo para se ficar exactamente no mesmo sítio: de técnico inexperiente passava-se para outro técnico inexperiente, com a agravante de este não conhecer a estrutura do clube e os recursos da equipa B como Van Der Gaag conhecia. Os resultados práticos também tardaram e as mesmas 5 jornadas depois o Marítimo já tinha sido eliminado da Taça e mantinha-se exactamente no mesmo posto, com a linha de água a queimar e a desesperar, mas no final da primeira volta tinha conseguido subir à 11ª posição, apesar de ainda ir entrar no mesmo ciclo que despedira Van der Gaag - e no qual não viria a fazer melhor figura.

Para tentar colocar a equipa livre de perigo Carlos Pereira foi então buscar três contratações galácticas. Primeiro Benachour, que regressou a Portugal para injectar a fantasia e imprevisibilidade no meio-campo ofensivo do Marítimo que Tchô não conseguira em ano e meio na Madeira. Depois Edinho, internacional Português ostracizado em Málaga para substituir Kléber. E mais tarde o próprio Kléber, cuja saída no mercado de Inverno rumo ao Sporting fora mais do que efectivada pela direcção mas que depois esbarrara em novo caso envolvendo novamente o Atlético Mineiro e o FC Porto, tendo o emblema nortenho aparentemente reservado o jogador por portas travessas. Enfim, apenas mais uma polémica a juntar às restantes.

Se os dois avançados pouco acabaram por render na segunda metade da temporada já a magia de Benachour acabou por ser um enorme trunfo para o Marítimo, que com o contributo do tunisino recuperou a criatividade na ponta ofensiva do seu triângulo que vinha faltando já desde os melhores dias de Marcinho. Foi sob a sua batuta que o Marítimo somou mesmo os melhores momentos da temporada, como por exemplo as três expressivas vitórias entre a 23ª e a 25ª jornadas que colocaram a equipa num muito honroso 8º lugar. E foi também sobre o tunisino que incidiu a última polémica da temporada, quando o seu empresário acusou Carlos Pereira de não cumprir os pagamentos do prémio de assinatura acordado por altura da transferência. Mas enfim, no meio de tanta turbulência e de noticias de alegadas saídas concretizadas das principais figuras do plantel para outros clubes o desempenho do onze foi-se ressentindo, tendo os madeirenses somado apenas uma vitória nos últimos 6 jogos e terminado assim num positivo 9º lugar face às circunstâncias. É que não deve ser nada fácil arranjar concentração para jogar futebol quando o resto do clube e do mundo está concentrado precisamente em tudo o que não diz directamente respeito ao jogo.

O momento: Marítimo 5 - 1 Académica

Pedro Martins tardava em apresentar resultados positivos e o Marítimo arrastava-se com o espectro da descida de divisão sempre bem presente, enquanto em contraste a Académica mesmo sem parecer ter atingido o máximo do seu potencial era 5ª classificada e prometia chegar mais longe. A aposta certa parecia óbvia, mas era uma mera ilusão: a defesa pesada e dura de rins dos Academistas desmoronou-se completamente perante a agilidade do supersónico Djalma, que participou de forma decisiva nos 4 primeiros golos. Entre simulações, arrancadas e fintas de corpo espezinhou Pedrinho e Amoreirinha, os dois principais opositores que apenas terão respirado de alívio quando o árbitro apitou para o final do desafio. Com esta vitória, à altura apenas a segunda no campeonato, o Marítimo foi catapultado para a 10ª posição e terá iniciado aí a recuperação classificativa que quase os levou à Europa.

A estrela: Djalma, despedida em grande.

Em termos puramente exibicionais nem terá sido a sua melhor temporada, especialmente por lhe faltar acompanhamento durante o primeiro terço do campeonato - e nessa altura bem que carregou a equipa sobre os seus ombros. O modelo de jogo insular a isso o obrigava, aliás; Djalma era o único extremo do onze e o principal alimentador da fortíssima dupla Kléber e Baba e se o angolano não estivesse ao seu nível também a produtividade dos avançados se ressentia. Mas se é verdade que já fez melhor noutras temporadas também não é menos verdade que nunca antes tinha tido tanta pressão sobre si e uma equipa tão dependente do seu talento para sobreviver, sendo admirável a forma como se entregou ao papel de comandante e de referência maior do onze. Quando a equipa se encontrava mais perdida em campo era Djalma quem ia captar a bola em terrenos bem recuados e quem depois definia como o ataque se ia processar, evitando todos os obstáculos que lhe surgissem pela frente para disparar a grande velocidade antes de assistir os seus companheiros com passes teleguiados. E cruzamento a cruzamento, assistência a assistência e golo a golo, o seu Marítimo foi vencendo partidas, recuperando posições na tabela e terminando mais próximo da Europa do que da Orangina. No entretanto ainda bateu o seu record de minutos para a liga numa temporada e convenceu o FC Porto a oferecer-lhe um contracto.

Já em anos anteriores tinha estado perto de equipar de azul e branco, mas só agora parte para a pré-época no Dragão com a sensação de dever cumprido e depois de uma demonstração de força física e mental que não deixa dúvidas: é mesmo um jogador à Porto. Agora basta-lhe sobreviver à sempre difícil pré-temporada e convencer o treinador local para cumprir um sonho há muito anunciado, e crescer ainda mais um pouco dentro do enorme jogador que já é.

A revelação: Marcelo Boeck, titular após três estágios

Esteve dois anos na sombra de Marcos e mais um como suplente de Peçanha, mas permaneceu sempre no plantel por lhe reconhecerem grandes capacidades. Como este último não cumpriu totalmente as expectativas em si depositadas - nem esteve muito feliz nas eliminatórias frente ao Sp. Fingal - Van Der Gaag optou por conceder uma oportunidade ao seu enorme número 1e o tempo tratou de lhe dar razão. Marcelo não desiludiu e foi correspondendo jogo a jogo, conquistando a permanência no onze essencialmente por não cometer erros. Sempre nesta linha, 30 jornadas mais tarde alcançou o estatuto de totalista, merecendo totalmente a distinção e não dando qualquer hipótese aos concorrentes Marafona e Peçanha.

Não será um fora de série mas mostra-se sempre sereno e concentrado, o que é meio caminho andado para conseguir ser eficaz nas suas funções. Para além disso conta com uma agilidade pouco vulgar em alguém do seu tamanho, muito útil para resolver lances mais bicudos. Com 26 anos ainda pode crescer mesmo muito e tem características para aspirar a objectivos muito mais ambiciosos.

Desilusão: Ricardo Esteves, regresso curto

Foi uma das figuras do Marítimo e da liga há 3 temporadas atrás, quando se fartou de somar assistências para Makukula e Bruno Fogaça e de encantar Portugal com a velocidade com que surgia no apoio à linha da frente. Esteve às portas da Selecção antes de partir por bom dinheiro para a Grécia, onde ficou por temporada e meia, fechando a restante metade na Coreia do Sul onde foi titular indiscutível e onde se sagrou campeão nacional sob as ordens de Nelo Vingada.

O regresso à Madeira pareceu um passo perfeitamente justificado e até merecido, pela oportunidade que trazia de alinhar nas competições europeias - mas parece ter regressado em muito más condições físicas. Sem força para as suas famosas arrancadas também os óptimos cruzamentos ficaram comprometidos, e assim Ricardo acabou por ser não a super-contratação que se previa mas apenas um lateral esforçado que fechava o seu flanco mas que pouco útil foi para la do meio-campo. Acabaria até por perder o lugar no onze para o capitão Briguel na ponta final da temporada, e de forma um tanto ao quanto forçada foi dispensado pelo treinador Pedro Martins antes de partir para férias.


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