ForaDeJogo.net - Rio Ave 2011/2012


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Rio Ave Futebol Clube
Nome: Rio Ave
Associação: AF Porto
Cidade: Vila do Conde
Estádio: Arcos
Ano de fundação: 1939
Sede: Praça Da Republica, 35
Apartado 42
4481-909 Vila do Conde
Web: www.rioave-fc.pt
Plantel 2011/2012
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Treinadores
T Carlos Brito
Staff
Augusto Gama(ADJ)
Entradas
Jean-Sony (25)Leixões (II)
Christian Atsu (19)FC Porto (I)
André Vilas Boas (28)Portimonense (I)
Jorginho (34)Gaziantepspor   (I)
Pateiro (31)U. Leiria (I)
Kelvin (18)Paraná   (B)
Anselmo (27)Nacional (I)
Huanderson (27)Goianésia   (I E)
Marcelo (21)Ribeirão (II B)
Fábio Faria (22)Paços de Ferreira (I)
Tiago Costa (26)Estoril Praia (II)
Rafa (19)Rio Ave (JUN)
Gilmar (19)Ribeirão (II B)
Dinei (26)CRAC (GO)   (I E)
Rafinha (22)D. Chaves (II B)
Liga ZON Sagres
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Rafa3Tiago Costa14Bruno China7Kelvin
28Huanderson6Jean-Sony30Wires13Mendes
38Paulo Santos18Zé Gomes8Tarantini17Saulo
  15Tiago Pinto10Vítor Gomes16Dinei
  22André Dias4Pateiro20Christian Atsu
  2Gaspar11Braga88Yazalde
  5Jeferson19Rafinha9João Tomás
  23André Vilas Boas25Jorginho21Gilmar
  33Éder Monteiro  29Anselmo
  46Marcelo    
  89Fábio Faria    
Fim de cicloJorge Carneiro

Carlos Brito encerrou a sua terceira passagem como treinador pelo Rio Ave com uma temporada algo sofrida, mantendo-se sempre na segunda metade da tabela e praticando um futebol pouco atractivo. As exibições e os resultados davam a ilusão de que o treinador possuia um plantel limitado, mas na verdade tendo apenas perdido Bruno Gama em relação à equipa-tipo que chegara a causar sensação e que terminara tranquilamente em 8º lugar um ano antes. No entanto vários elementos-chave do ano transacto baixaram muito de rendimento e foram afastados por lesões ou por opção técnica, falhando os seus substitutos em corrigir as carências criadas. O resultado disso foi um conjunto permeável pelos flancos, inseguro no centro da defesa, de meio campo combativo mas incapaz de se impor, e com um ataque irregular e cujos intérpretes não combinavam entre si. Um conjunto a quem entre outras coisas faltava ambição.

Com exibições trémulas e sem conseguirem uma vitória nos 7 primeiros desafios, o início desolador rapidamente atirou os vila-condenses para debaixo da linha de água, da qual apenas sairam aquando da segunda vitória, à 10ª jornada e frente ao Nacional da Madeira. Iniciou-se aí uma fase de ténue recuperação, com o Rio Ave a recuperar posições a um ritmo muito ligeiro durante o segundo terço do campeonato até atingir o 9º lugar à 22ª jornada, o melhor que viriam a alcançar. No entretanto nas Taças também não se somaram grandes alegrias, com o Rio Ave a tombar na de Portugal frente ao secundário Torreense e na a Taça da Liga a não conseguir superar a 3ª fase, sendo afastado após perder frente ao mais adulto... Moreirense, da Liga Orangina - na estreia e despedida de Fábio Faria. Em Fevereiro o calendário do Rio Ave tornava-se assim mais leve.

A partir daí, com a permanência bem perto e com um calendário muito acessível a equipa entrou em profunda depressão, desperdiçando vários jogos fáceis para encerrar de vez a questão e começando a resvalar de volta para o fundo da tabela. E a cada derrota a tensão aumentava um pouco mais, dado que se o calendário não era complicado fechava com recepções a Benfica e FC Porto, intercalados com uma deslocação a Paços de Ferreira. Não convinha portanto adiar a manutenção, mas foi isso que aconteceu, com treinador e jogadores algo conformados, ou pelo menos a demonstrarem alguma incapacidade de dar uma resposta mais intensa. O Rio Ave não voltaria a festejar uma vitória e a salvação seria apenas atingida à 29º jornada, num empate muito sofrido perante o Paços de Ferreira.

O Rio Ave sobreviveu assim pelo 4º ano consecutivo na primeira liga, com muito sofrimento e sobressaltos, e com a promessa do presidente António Silva Campos de uma mudança radical de postura na temporada seguinte aproveitando também o final de contrato com Carlos Brito. De positivo, apenas a menção honrosa para o veterano ponta de lança João Tomás, que em época de muito esforço roubou a Armando N'Habola o título de melhor marcador de sempre do Rio Ave na primeira liga, um record com quase 30 anos.

O momento: 29ª jornada, Paços 2 - 2 Rio Ave: João Tomás salva

Com o campeonato a aproximar-se do seu final o emblema de Vila do Conde parecia abater-se numa espiral de desânimo: a última vitória fora à 22ª jornada e desde então cada partida resultava em nova agonia. Com a proximidade de Feirense e Académica a colocarem a permanência já em risco, a deslocação à Mata Real ganhava outra importância dado que na última jornada o Rio Ave defrontava o campeão FC Porto, um encontro em que os vilacondenses dificilmente poderiam aspirar a pontuar.

O tento de Tomás logo aos 8 minutos, felino a corresponder a cruzamento do indomável Atsu, entusiasmou os visitantes para uma partida de luta e de nervos. No entanto uma vez mais o Rio Ave mostrou-se incapaz de se impôr no relvado e permitiu que o Paços dominasse o desafio e empatasse por Megarejo, concretizando depois a reviravolta no marcador aos tardios 86’ (Alvarez). Mas quando tudo parecia perdido, o inevitável João Tomás correspondeu à jogada individual de Braga e bisou aos 90’, em novo movimento mortífero que assegurou o pontinho que faltava. O Rio Ave sobrevivia mais uma época.

A estrela: Atsu, força da natureza

Prodígio dos júniores do FC Porto, Atsu chegou a Vila do Conde com o campeonato já em curso, demorou um pouco a ganhar ritmo e rápidamente se percebeu que não iria ser um jogador à imagem de Bruno Gama. Está longe de ter a mesma leitura de jogo ou de conseguir cruzar como o seu antecessor, e evidentemente que tem ainda bastante para amadurecer também na definição dos lances. E ainda assim cedo demonstrou que vinha para exceder as muitas expectativas em seu redor.

Christian tem um poder de arranque fenomenal e uma velocidade em drible quase sobrenatural, conseguindo mudar de direcção com uma simplicidade desconcertante e, não contente, ainda apresenta uma potência de remate que não se costuma ver na sua tenra idade. Também já não se perde nas suas próprias fintas, defeito comum a tantos ex-júniores, revelando assim uma maturidade precoce que permitiu ao conservador Carlos Brito apostar sem medo no jovem pupilo. Foi então a primeira opção para ambas as alas, acabando por ser o 4º atleta com mais minutos do plantel - seria o 3º se não fosse tantas vezes substituido - e somando 8 assistências e 6 importantes golos. Pelo meio dinamitou defesas à custa da sua força e criatividade, sendo de longe o melhor do Rio Ave a transportar a bola em drible e a iniciar lances de ataque.

Fechou a temporada com a chamada para a equipa principal do Gana, onde entusiasmou e se estreou também a marcar, confirmando-se como uma das candidaturas mais sólidas ao prémio de golden boy deste ano. Aí está Christian Atsu, que em época de estreia entre os séniores assinou um excelente ponto de partida para uma carreira que se prevê que venha a atingir voos mais elevados do que o Dragão e o FC Porto. Mas terminado este estágio em Vila do Conde será certamente esse o próximo passo que será colocado ao ganês enquanto continua a crescer: impor-se numa casa onde já moram Hulk, James, Varela e outros craques. O desafio está entregue.

A revelação: Huanderson, muralha pouco consensual

Chegou ao Rio Ave no Verão apenas com um percurso muito discreto nas divisões inferiores do Brasil, chamando a atenção desde logo pelo porte físico (quase 1,90m) e não tanto pelo demonstrado nos treinos. A baliza estava então entregue a Paulo Santos, veterano que tinha tido uma excelente prestação na temporada anterior e que naturalmente mantinha o estatuto. No entanto, após 7 jornadas com Paulo Santos na baliza o Rio Ave não conseguira ainda a primeira vitória e Carlos Brito entendeu que a equipa poderia ganhar algo em trocar de guarda-redes, desencandeando assim uma pequena série de episódios discplinares entre os dois guardiães.

Questões extra-futebol à parte, certo foi que quando chamado à acção Huanderson soube demonstrar competência entre os postes. Não sendo extraordinariamente ágil ou seguro pelos ares, com os seus movimentos conseguiu evitar várias bolas nas redes vilacondenses, valendo-se essencialmente de muita frieza e concentração. Foi uma figura importante numa equipa cuja defesa e meio-campo defensivo raramente conseguiram apresentar um rendimento aceitável, deixando Huanderson demasiado exposto a situações nas quais tinha de brilhar e de ser decisivo - como contra o Paços à 14ª jornada. E assim, jogo a jogo, conseguiu ir justificando a aposta de Brito e conquistando os associados que inicialmente o olhavam com desconfiança, regressando apenas algum ruído de fundo quando cometia algum erro menor.

Ainda a temporada estava em curso e já haviam rumores de que não continuaria no clube, situação que viria a ser confirmada no arranque de 2012/2013 com a indicação de que rumaria ao estrangeiro. Mesmo sem entusiasmar deixou um bom trabalho feito atrás de si que certamente lhe permitirá regressar ao campeonato Português para confirmar atributos, se assim o desejar.

Desilusão: Pateiro, sonolento

O Rio Ave perdera o seu melhor ala, Bruno Gama, mas para compensar chamou um trio de alta qualidade para o substituir: Kélvin, Atsu... e Pateiro, o valor mais seguro dos três. Vindo de três boas temporadas em Leiria e capaz de passar e cruzar com precisão, foi de todos o reforço mais festejado entre a massa associativa.

Infelizmente para todos a temporada não lhe correu de feição, apresentando-se notoriamente apático sobre o relvado e não conseguindo desiquilibrar pelo seu corredor canhoto. Assim, logo após uma pré-época modesta cedo começou a coleccionar diversos problemas físicos que o impediram de sequer ser opção para Carlos Brito. Acabou por jogar apenas pouco mais do que 200 minutos, valor modesto para o que de Pateiro se esperava, e terá assim de recuperar a imagem no próximo ano.


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