ForaDeJogo.net - Boavista 2006/2007


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Boavista Futebol Clube
Nome: Boavista
Associação: AF Porto
Cidade: Porto
Estádio: Bessa
Ano de fundação: 1903
Sede: Rua O Primeiro De Janeiro
4100-365 - Porto
Web: www.boavistafc.pt
Plantel 2006/2007
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Treinadores
T Jaime Pacheco
Zeljko Petrovic
Pedro Barny
Staff
Vítor Nóvoa(ADJ), José Vilaça(PF)
Entradas
Linz (24)Austria Wien   (I)
Mário Silva (29)Cadiz   (I)
Ricardo Sousa (27)Hannover   (1.B)
Kazmierczak (24)Pogon Szczecin   (I)
Nuno Pinto (19)Vilanovense (III)
Grzelak (24)Pogon Szczecin   (I)
Livramento (24)Santa Clara (II)
Bessa (29)Naval (I)
Jehle (24)Grasshoppers B   (1.C)
Marcos António (26)Oliveirense (II B)
Fernando Dinis (23)Olivais e Moscavide (II B)
Zairi (24)Al-Ittihad   (I)
Marquinho (23)Madureira   (C)
Tambussi (24)Dorados   (I)
Kaziu (25)Wisla Plock   (I)
Superliga
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1William2Tambussi6Paulo Sousa7Zé Manel
24Khadim22Lucas5Kazmierczak10Zairi
82Jehle50Bessa25Essamé23Hugo Monteiro
  14Kaziu66Tiago11Grzelak
  15Fernando Dinis8Livramento9Fary
  17Nuno Pinto28Ricardo Sousa29Linz
  30Mário Silva  33Marcos António
  3Ricardo Silva    
  4Cissé    
  37Hélder Rosário    
  27Marquinho    
Orgulhosamente vergonhososJorge Carneiro

...ou como começar, continuar, e terminar uma época em polémica. Começar, porque a passagem relâmpago de Jesualdo pelo Bessa condenou a pré-época, levou a um esfriar de relações entre Boavista e Porto e originou uma perseguição/agressão a jornalistas implicitamente apoiada pela direcção Boavisteira. Continuar, porque ao longo de toda a temporada se ouviram os queixumes de ex-jogadores e clubes reclamando dívidas e passaram nada menos do que três/quatro treinadores pelo clube. E terminou com a decisão directiva de dispensar a maioria dos jogadores, bem como com a denúncia dos ex-juniores ainda com contrato de que não eram pagos há anos... A todas estas polémicas o presidente João Loureiro e respectivos colegas responderam com uma combinação de segurança, arrogância e desprezo própria de quem se julga impune a cumprir obrigações e imune a punições. O único ponto positivo da sua gestão acaba por ser a forma como contornou as limitações orçamentais decorrentes da construção do novo estádio através de bons empréstimos e grandes contratações a custo zero - assegurou Zairi, Ricardo Sousa, Linz, Jehle, Bessa dessa forma, por exemplo, mais Kaz e Grzelak depois de incumprimentos sucessivos e renegociações dos empréstimos.

Ah, no entretanto também havia uma equipa de futebol a disputar a Superliga Bwin, mas dessa mal se ouviu falar... Sem identidade, afectada pelos constantes problemas directivos, parca em resultados e sem fazer minimamente jus ao espírito lutador e determinado que caracterizava as equipas Boavisteiras num passado recente, limitou-se a revelar alguns novos jogadores e pouco mais. Tacticamente manteve o 4-3-3 voltado para contenção e destruição de jogo adversário, com 3 médios de cariz puramente defensivo e extremos especializados na arte de contra-atacar, mas que nunca asseguraram muitos golos. Salvo algumas muito honrosas excepções, a qualidade exibicional roçou sempre a nulidade característica das equipas treinadas por Jaime Pacheco - compactas mas pouco elásticas, sem processos de transição para ataque e como tal apenas chegando ao golo em lances de bola parada ou iniciativas individuais. Classificativamente, o Boavista andou quase sempre entre os 10º e 12º lugares - bom para quem lutasse pela manutenção, mas manifestamente pouco para uma equipa que assumia o objectivo Uefa e possui o historial que os do Bessa possuem...

Momentos Chave: Boavista 3-0 Benfica e Boavista 2-1 FC Porto

A época axadrezada foi tremendamente irregular e desde muito cedo deu para perceber que seria apenas uma questão de tempo até que o Boavista deixasse de ter quaisquer ambições para além da manutenção, que também nunca esteve em risco. Mas escondidos entre vários jogos tristes e descoloridos encontram-se dois verdadeiros momentos de glória, ambos em casa: contra o Benfica, que para além de ter desmistificado desde logo a existência de uma super-equipa na Luz após o regresso de Rui Costa, também foi a melhor exibição boavisteira da temporada e poderia ter sido o inicio de uma grande época; e contra o FC Porto, que confirmou uma pequena subida de forma axadrezada e relançou definitivamente um campeonato que até então parecia precocemente entregue. Em ambos o Boavista mostrou raça, entreajuda, classe e muita, muita qualidade individual; em ambos a exibição intimidaria e faria inveja a qualquer grande clube Europeu. Onde andou essa equipa no resto do campeonato?...

Figura: Kazmierczak

O Boavista experimentou uma alteração na sua politica de contratações, abandonando o imprevisível mercado Brasileiro para apostar na Europa central, e a verdade é que com isso ganhou duas pérolas (Kaz e Linz). O Polaco demonstrou desde cedo qualidades individuais muito acima da média, apresentando-se como um trinco disciplinado táctica e comportamentalmente que impressionou tanto pela estampa física como pela qualidade do pé esquerdo. Apesar do destaque que conquistou a verdade é que começou a temporada com exibições apenas razoáveis, o que poderá ser explicado por se encontrar a jogar numa posição ligeiramente mais adiantada numa clara tentativa de aproveitar as suas qualidades de construção de jogo e remate potente. Mas quando Pacheco o recuou para o lado de Tiago a produção de Kaz subiu em flecha, à medida que se ia afirmando como âncora da equipa enquanto exibia os seus dotes de recuperador de jogo. Terminou a temporada com 5 golos - qual deles o mais espectacular? - uma regularidade exibicional impressionante, e a certeza de que na época seguinte iria transitar para outros voos.

Revelação: Nuno Pinto

As maiores revelações foram Linz e Kaz - mas o primeiro já tinha nome feito no futebol internacional, enquanto que o segundo mais do que revelação foi a estrela do Boavista; e sendo assim a escolha vai para Nuno Pinto. Apontado como promessa para a ala esquerda, o jovem de 20 anos seria provavelmente à partida o elemento com menos hipóteses de jogar de todo o plantel. Mas foi na concorrida posição de lateral que Nuno Pinto ganhou o lugar ao consagrado Mário Silva, ao semi-desconhecido Fernando Dinis e à adaptação Cissé (vá-se lá perceber Pacheco...), conferindo uma solidez defensiva e ofensiva que mais ninguém tinha conseguido alcançar. Aproveitou para apresentar como principais atributos o à-vontade a avançar, um pé esquerdo rápido e evoluído e a determinação própria dos jogadores formados no Bessa. Acabou por ser traído pela sua fragilidade física e lesionou-se antes que pudesse confirmar os indicadores positivos, mas pelo menos saiu desta época com outro estatuto dentro do plantel.

Decepções: Zairi e Ricardo Sousa

Há alguns anos Jaime Pacheco justificava o mau futebol produzido pelo seu Boavista com uma frase que na altura até fazia sentido: "Toco bombo porque não tenho violinos". Depois passou pelo Guimarães, equipa que dispunha de alguns dos melhores tecnicistas a actuar em Portugal, e lançou as bases da despromoção vitoriana. Regressou ao Boavista ainda no inicio desta época e dispôs das entusiasmantes contratações de Zairi, apelidado de "Cristiano Ronaldo Marroquino"; e de Ricardo Sousa, conceituado médio ofensivo que já contava com uma passagem de sucesso pelo Bessa. Ambos os craques fracassaram: Zairi nunca foi opção (que se saiba não tem vocação para bombo) e acabou por sair, enquanto Ricardo Sousa, sem fulgor físico e sem nunca demonstrar o mesmo rendimento que o levou à ribalta, acabou por ser preterido pela classe(?) de Essame.


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