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Boavista Futebol Clube
4-1 ao vice-campeão não chega...Cláudio Silva Uma época de muitas emoções é o que se pode dizer daquela que o Boavista realizou em 2007/2008. O início mostrou a toda a gente porque é que não se deve refazer um plantel inteiro de uma temporada para a outra, começando logo pelo primeiro jogo oficial da época. A derrota em Aveiro frente ao Beira-mar a contar para a 2ª eliminatória da Taça da Liga demonstrou que os jogadores ainda não se conheciam e que os axadrezados, apesar de possuírem alguns atletas de qualidade aceitável, não tinham ainda equipa. Este sentimento foi-se arrastando pela Liga, culminando numa pesada goleada por 6-1 na Luz frente ao Benfica. Durante estas primeiras 10 jornadas o Boavista nunca revelou conseguir desenvolver um jogo que fosse suficiente para bater qualquer equipa. Apenas demonstrou trabalho e empenho, mas pouco entrosamento ou concretização. Ao fim destas 10 jornadas o Boavista ainda não tinha ganho, tinha empatado 6 vezes e perdido 4, com um saldo de 7 golos marcados e 18 golos sofridos, e lutava desesperadamente para fugir aos últimos lugares da classificação. Mas exactamente na 11ª jornada o Boavista conseguiu finalmente uma brilhante vitória frente ao Guimarães, em casa e por 3-2, e de repente tudo mudou. Numa altura em que Joaquim Teixeira tinha acabado de ser eleito presidente do clube e se começava a publicitar o passivo e as dívidas do clube à segurança social e a jogadores, a equipa deu mostras de se conseguir alhear de todas as conturbações que o clube passava e disparou para um impressionante 2º terço de campeonato. Daí até à jornada 23 o Boavista distanciou-se dos últimos lugares com 6 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas. Apenas a eliminação da Taça de Portugal (com uma derrota pesada por 4-1 no terreno da Naval) manchou este período fantástico, o qual levou toda a gente a acreditar que poderia ser possível alcançar as competições europeias. Durante este tempo também se acumularam as notícias de dívidas e de salários em atraso, bem como de possíveis investidores que viriam sanar as contas do clube. Mas a partir do dia 1 de Abril tudo voltou a virar. Neste dia, que todos pensavam ser de mentiras, foi noticiado que o Boavista iria ser punido com a descida de divisão devido ao processo "Apito Final". Os investidores começaram a "fugir" do Bessa, começou a faltar cada vez mais dinheiro para pagar a jogadores, que com 2 meses e meio de salário em atraso decidiram fazer uma aviso de greve para o jogo contra o Nacional de Madeira. Com negociações até ao último momento, a direcção conseguiu convencer os jogadores a não realizaram a greve e apresentou um investidor que iria injectar cerca de 38,5 milhões de euros no clube. Foi o início de uma novela que desde cedo toda a gente viu que não iria acabar bem. Pouco mais de uma semana depois, o tão anunciado investidor revelou-se não mais do que um burlão, tendo a direcção do Boavista procedido à sua entrega à Policia Judiciária. Foi uma série de dias que arrastaram o nome do clube pela lama, afastando ainda mais outros potenciais investidores e que apenas serviu para agravar ainda mais todos os problemas financeiros que o clube tinha. Coincidência ou não, neste fim de campeonato muito atribulado o Boavista voltou a perder o seu fio de jogo, conseguindo apenas 1 vitória, 2 empates e 4 derrotas. Só que face a tudo o que se passou fora dos relvados a classificação final não pode deixar de ser vista como uma grande vitória. Momento Chave: Boavista 3-2 Vit. GuimarãesO ponto de viragem. Em dia de estreia do presidente o Boavista vinha de 10 jornadas sem vencer e defrontava a grande revelação do campeonato: o Vit.Guimarães de Cajuda. Aos 15 minutos os axadrezados já surpreendiam Portugal inteiro com uma vantagem de 2-0, fruto do trabalho do experiente Fary e de uma infelicidade de Radanovic. A reacção dos vimaranenses conseguiria empatar o marcador ainda com 20 minutos para jogar, e chegou-se a temer o pior à medida que Nilson continuava a mostrar-se inspirado a deter os esforços de Jorge Ribeiro. Faltavam menos de 10 minutos para terminar o jogo quando o capitão Ricardo Silva entregou definitivamente a liderança do marcador e a primeira vitória aos da casa. Estrela: Jorge RibeiroCom uma época marcada pela decisão da comissão de disciplina de Liga de despromover o Boavista à 2ª liga e pelos problemas financeiros do clube, as figuras foram o treinador Jaime Pacheco, que apesar de todas as "interferências" externas conseguiu unir a equipa e leva-la a um honroso 9º lugar com 36 pontos. Mas dentro de campo foi Jorge Ribeiro, um defesa-esquerdo novamente adaptado ao meio campo, quem mais se destacou, mostrando-se como pensador do jogo do Boavista e também como finalizador-mor com 8 golos, sendo o melhor marcador do Boavista e o 9º na Liga. As boas exibições permitiram-lhe estar presente na lista de convocados para o Euro 2008. Revelação: MarcelãoUm outro jogador que se destacou foi Marcelão, um pilar da defesa do Boavista e que também ajudava à frente quando era preciso, tendo mesmo conseguido marcar 6 golos - o melhor registo entre defesas da liga neste aspecto. Nada mau para um reforço tardio que, em discurso directo, ainda há quatro anos no Brasil chegou a ter de dormir por baixo de uma bancada. Terminou a liga em alta e com a braçadeira de capitão dentro de campo, após a saída de Ricardo Silva e a menor utilização de Mário Silva e Fary. Decepção: EdgarCriado nas escolas do Benfica e ainda cedo transferido para o colosso Real Madrid, foi em Málaga que Edgar alcançou os melhores momentos da sua carreira tendo até sido apelidado como o "novo génio luso". Infelizmente também foi no sul de Espanha que sofreu as mais graves lesões da sua carreira, que em muito condicionaram uma evolução que a dada altura parecia garanti-lo como um dos melhores do planeta. Chegou ao Boavista para liderar o sector ofensivo e cativou os sócios ao escolher o número do ex-colega Duda, formado nas escolas do Bessa e com quem se cruzara em Málaga; mas desde cedo que mostrou estar lento, pesado e demasiado fora de forma para poder ser visto como opção séria. Somou 7 jogos incompletos, zero golos e um vermelho antes de ser riscado definitivamente das opções de Pacheco. |
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