ForaDeJogo.net - Barreirense 2011/2012


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Futebol Clube Barreirense
Nome: Barreirense
Associação: AF Setúbal
Cidade: Barreiro
Estádio: Campo da Verderena
Ano de fundação: 1911
Web: www.fcbarreirense.com
Plantel 2011/2012
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Treinadores
T Duka
Entradas
Bruno Costa (36)Olímpico Montijo (I R)
Bailão (23)Alfarim (I R)
Nuno Dias (29)Fabril Barreiro (III)
Yoruba (26)Alfarim (I R)
Nélson Costa (34)Olímpico Montijo (I R)
Vasco Campos (23)Guadalupe (I R)
Marcelino (24)Almada (I R)
Vasco Firmino (26)Alcochetense (III)
Mauro China (24)Marítimo Rosarense (I R)
João Racha (19)Vitória Setúbal (JUN)
Daniel Vital (16)Barreirense (JUN)
Nuno Couceiro (23)Marítimo Rosarense (I R)
Ivan Tavares (17)Barreirense (JUN)
Jorge Mendes (19)Marítimo Rosarense (I R)
Henrique Moreira (16)Barreirense (JUN)
I AF Setúbal
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
 Diogo André Cansado Cláudio Canina Nuno Dias
 Carlos Soares Miguel Gomes João Nuno Daniel Lourenço
 Daniel Vital Marcelino David Martins Bailão
 José Carlos Bruno Costa Vasco Campos Amadeu
   Valter Sérgio Canas Vasco Firmino
   Jorge Mendes Jorge Palma Nélson Costa
   Baiano João Racha Varela
   Nuno Couceiro Ivan Tavares Henrique Moreira
       Yoruba
       Mauro China
O colectivo campeãoJoão Antunes

Desde cedo anunciado como um dos principais candidatos à subida de divisão e com essa mesma meta nos olhos de todos os que fizeram parte deste projecto, os resultados na 1ª fase da Taça AF Setúbal e nas primeiras jornadas do campeonato mostraram, sobretudo a quem ainda não acreditava, que o Barreirense 2011/12 estava em campo para ganhar todos os jogos nas duas frentes em que competia e, ainda para, sempre que possível, perfumar o distrital de Setúbal com futebol de qualidade.

Apesar de alguns percalços, nomeadamente em jogos com equipas teoricamente acessíveis, nos confrontos directos com adversários do topo da tabela o Barreirense não facilitou e mostrou sempre argumentos de candidato ao título, como por exemplo nas vitórias em casa com o rival Vasco da Gama e Palmelense e na vitória fora com o Cova da Piedade.

Ao longo da época, perante muitas lesões o plantel mostrou-se forte e competente, não se sentindo em qualquer momento quebras de rendimento individuais ou colectivas derivadas de lesões ou castigos.

Na Taça AF Setúbal, vitória após vitória – sobretudo a muito suada vitória por 2-3 após prolongamento na Amora – o Barreirense chegou à final, onde defrontou a equipa sensação da prova, a AD Quinta do Conde da 2ª Divisão Distrital, e após alguns calafrios conseguiu levá-la de vencida com um golo em cima do minuto 90. Estava conquistado o primeiro título da época, mas não o principal objectivo.

Sempre com um apoio incondicional da massa adepta deste histórico do futebol português, que permitiu moldar o Campo da Verderena com assistências que invejam clubes da Liga, a equipa foi somando pontos entre um ou outro desaire e chegou ao confronto directo com o grande rival na luta pela subida Vasco da Gama, na casa do mesmo, em igualdade pontual mas com vantagem pela vitória na 1ª volta. Uma vitória no reduto da equipa de Sines – muitíssimo recheado de adeptos barreirenses – permitiu embalar a equipa para o título. E não fosse uma inesperada derrota frente ao Amora, poderia até ter sido festejado mais cedo, pois os difíceis jogos que se seguiram foram magnificamente desbloqueados por uma equipa lutadora, concentrada, eficaz, e por fim, campeã!

O momento: 24ª Jornada – Vasco da Gama 1 vs 2 Barreirense

Denominado desde cedo como o “jogo do título”, e embora não o fosse, toda a envolvente deste jogo olhava para ele como a forma de entrar em vantagem para recta da meta. Chegando a este jogo em igualdade pontual mas com vantagem directa devido à conclusiva vitória por 5-1 na 1ª volta, todos estavam cientes de que uma vitória colocaria o Barreirense na rota do título. Saudados à saída da Academia do clube por dezenas de adeptos e com largas centenas de barreirenses no Estádio do Vasco da Gama a apoiar, os jogadores entraram para ganhar e, mesmo acabando o jogo apenas com 9 elementos em campo, a equipa saiu vencedora. Estava dado o mote para a recta final que, ainda que ao sprint, contou sempre com o Barreirense na frente, tal como haveria de terminar.

A figura: o colectivo de aço

Desguarnecido de uma grande figura central desde a saída de Vasco Campos no mercado de Inverno para o profissional Freamunde da Liga de Honra, o facto de ter um grupo experiente, que se mostrou unido perante as grandes dificuldades encontradas no trajecto, assumiu-se mesmo como a principal figura pelo sucesso que culminou com os dois títulos conquistados. Numa equipa em que qualquer jogador poderia ser titular, todos foram obrigados a não desacelerar e a treinar e jogar com a intensidade como se se tratasse de um último momento útil para agarrar o lugar, de onde se realça a honestidade e respeito com que todos encararam esta luta interna da qual beneficiou a qualidade de jogo demonstrada pela equipa ao Domingo.

A revelação: a churrascada!

Para uma equipa não profissional o desgaste físico e emocional é, sem dúvida, uma das principais barreiras a ultrapassar, e que se começa a fazer sentir sobretudo à entrada do último terço do campeonato. Nesta altura foi encontrado um reforço de última hora. Reforço esse que fez esquecer o desgaste físico e diluiu o desgaste emocional, promovendo todos os valores essenciais num grupo. À sexta-feira após o treino começou a realizar-se uma churrascada colectiva nas instalações da própria academia do clube, que incluia a presença de jogadores, treinadores, equipa médica e directores, com direito a ranking qualitativo! Assim se recuperavam baterias de uma semana de trabalho, se debelavam eventuais conflitos mal resolvidos ou se lançavam os dados para a próxima partida. No fundo, este era o último momento antes do jogo e a vibração que transitava era sempre positiva. E assim foi até à derradeira jornada do campeonato, revelando-se como um aspecto fulcral para a força e união do grupo.

A desilusão: a iluminação

As condições físicas acabaram por prejudicar o trabalho da equipa, dado que era expectável que fosse possível treinar com todas as condições no renovado Campo da Verderena, que dispõe de um relvado de última geração de excelente qualidade. No entanto a débil iluminação do mesmo fez com que a maior parte das vezes os treinos decorressem em campos de futebol 7 ou que fosse encurtado o tempo de treino, e ainda, pontualmente, por quebras do fornecimento de electricidade ao nível dos balneários e campo se tivessem que anular treinos à última hora. Ainda assim, com o esforço de todos os elementos do clube, também estas dificuldades foram ultrapassadas com sucesso.


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