FootballPortugal.net - Canedo 2006/2007


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Canedo Futebol Clube
Nome: Canedo
Association: AF Aveiro
Hometown: Canedo, Santa Maria da Feira
Stadium: Valadas
Founded in: 1984
Address: Av Eleito Local
4525-011 - Canedo Vfr
Web: www.facebook.com/canedofc1984/
Squad 2006/2007
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Staff
T Albertino Oliveira
Rui Cardoso
Staff
Domingos Mendes(ADJ), Tóvira(ADJ), Salvador(FIS)
Entradas
Joel (18)Benfica (JUN)
Aldemir Júnior (29)U. Lamas (III)
Cancela (20)Fiães (II B)
Luís Miguel (26)Sanjoanense (II B)
Coelho (30)Sanjoanense (II B)
Bruno Martins (32)U. Lamas (II B)
João Gomes (31)Recreio Águeda (III)
Nino (30)Arouca (I R)
Sidónio (26)Arrifanense (III)
André Pinho (21)Lobão (II R)
Rui Oliveira (29)Alba (I R)
Rica (20)Dragões Sandinenses (II B)
Marcelo (25)Canelas (I R)
Óscar (27)Dragões Sandinenses (II B)
Zito (21)Estarreja (III)
Lúcio (20)São João de Ver (III)
Cláudio (19)Fiães (JUN)
Rui Herculano (19)Canedo (JUN)
Marco (19)Canedo (JUN)
III - Série B
Keepers Defenders Midfielders Forwards
1Coelho30Bruno Martins Sidónio26Pedrinho
12Rui Oliveira17Joel5Luís Miguel7Nino
24Ricardo3Bruno Joel22Willian21Zito
32João Gomes4Cancela6Zé Tó9Nuno Pinto
  13Óscar10Márcio11Bruno
  15Jardel8João Paulo16Rica
  20João Carlos Marco Aldemir Júnior
  29Marcelo André Pinho Cláudio
   Rui Herculano    
   Lúcio    
O que nasce torto...Raúl Paiva

À terceira temporada na III Divisão, o Canedo caíu e caíu com estrondo nos Distritais. Os problemas que afectaram o clube na parte final da temporada 05/06 fizeram-se sentir na planificação da temporada 06/07. O facto de o clube não ter liquidado os salários dos últimos três meses da temporada passada afastou muitos jogadores, e atrasou ainda mais a entrada de uma nova direcção, que iria ter ainda mais problemas e dificuldades em “segurar” o clube. Como já se percebeu o elenco directivo mudou e com ele também a equipa técnica sofreu alterações. Albertino Oliveira, um dos grandes responsáveis pela subida do Canedo aos Nacionais em 2004, abandonou o comando técnico, sendo substituído pelo seu antigo adjunto, Rui Cardoso. A construção do plantel sofreu duros revés, uma vez que jogadores já ambientados ao clube não continuaram em virtude dos vários salários em atraso. Assim, a saída de jogadores “referência” como o eram Sandro, Bruno Martins, Telmo e Nuno Velha, não foi de estranhar. Para colmatar as várias saídas, Rui Cardoso apostou em jogadores oriundos da terceira divisão como Sidónio (ex Arrifanense), Lúcio (ex São João de Ver) e Zito (ex Estarreja), e reforçou-se ainda com vários jogadores oriundos da II Divisão B. Coelho e Luís Miguel chegaram da Sanjoanense; Rica e Óscar chegaram dos Dragões Sandinenses e Cancela deixou o Fiães. A juntar a estes, havia ainda o regresso de Nino, que esteve presente nos melhores anos do Canedo; a contratação do avançado brasileiro Aldemir Júnior, que havia representado Sp. Espinho e Felgueiras na Liga de Honra; e ainda duas contratações nos Distritais. No capítulo das renovações, permaneceram outras figuras dos últimos dois anos, como Zé Tó, João Paulo, Pedrinho, Márcio, João Carlos, Bruno Joel e o capitão Nuno Pinto.

O plantel era experiente e dava algumas garantias. No entanto, era evidente que faltavam opções para alguns sectores, nomeadamente para o lugar de defesa esquerdo. A pré-temporada não correu dentro das expectativas, e o sistema que Rui Cardoso iria usar seria o mesmo sistema de eleição de Albertino Oliveira: o 4-3-3, com um trinco e dois médios interiores; e dois extremos bem abertos, no auxílio ao “matador” Nuno Pinto. O campeonato também não começou bem. Uma derrota na jornada inaugural frente ao Rebordosa, fora de portas por 4-2, até pode ser encarada com naturalidade; mas um empate caseiro na ronda seguinte frente ao recém-promovido Alijoense não o pode nem deve ser. Seguiu-se depois o jogo da Taça frente ao Marco, que acabou em derrota por duas bolas a uma. No lado de esquerdo da defesa o “buraco” era tapado por Luís Miguel, um trinco habituado a fazer de lateral desde os tempos da Sanjoanense. O cenário da campanha de Rui Cardoso à frente do Canedo começou a ficar negro quando em cinco jornadas o Canedo somou apenas um triunfo, perdendo pelo meio quatro jogos. As exibições frente a Oliveirense (em casa) e São Pedro da Cova (fora) deixaram toda a gente a pensar no pior. A equipa jogava mal; a falta de opções obrigava o técnico a usar dois trincos na zona defensiva (Sidónio a central; Luís Miguel a lateral); e a chegada de Aldemir Júnior, já com a “carruagem” em andamento, trouxe mais opções à frente de ataque. Foi já com Júnior em campo, que o Canedo conquistou um ponto frente ao Torre de Moncorvo em casa. Os transmontanos estiveram a vencer por 0-2 até aos 85’, mas cederam uma inesperada igualdade a dois. Seguiu-se uma derrota em Vila Nova de Gaia, perante o Vilanovense e a tão esperada chegada de um defesa esquerdo. Joel, um jovem que cumpria o seu primeiro ano de sénior e que chegava dos Juniores do Benfica, mas que já tinha experiência como sénior, ou não tivesse sido pedra basilar no onze do Salgueiros em 04/05, na II Divisão B. Já com Joel em campo, e com o problema do lado esquerdo da defesa resolvido, Rui Cardoso terminou o seu percurso à frente do Canedo ao ser goleado em casa por 4-1 frente ao último (!) classificado Ataense. Desta vez Luís Miguel passou para lateral direito; e Sidónio “subiu” ao seu lugar de origem em virtude do castigo de Willian, que havia sido expulso na jornada anterior. A desconcentração e a desmotivação de grande parte do plantel, levaram os jogadores a cometerem muitos erros e serem completamente envergonhados em casa pelo até então último classificado.

O plantel já estava a precisar de mudanças, e Rui Cardoso “saltou” fora. Duas semanas antes o central Óscar já havia sido dispensado pela direcção. Para ocupar o lugar de Cardoso, o escolhido foi Albertino Oliveira. O mesmo treinador que subiu o clube aos Nacionais e por lá o manteve durante duas temporadas. Com 10 jornadas, o Canedo era último com apenas cinco pontos. Por isso, e numa série tão disputada, não se esperavam milagres. E já diz o ditado “Santos da casa não fazem milagres”… A estreia do novo treinador, foi diante de um dos candidatos à subida. Em casa do Leça, Nuno Pinto esbanjou duas oportunidades para abrir o marcador, e o Canedo acabou goleado por 4-0. Se o problema na esquerda estava resolvido, abria-se uma vaga na direita. João Carlos lateral direito de raiz, passara a defesa central (já havia passado em 05/06); e o “bombeiro de serviço” foi Luís Miguel, mais uma vez adaptado às laterais. Até ao final de 2006, o Canedo disputou mais dois jogos, tendo perdido ambos: em casa frente ao Tirsense por 1-0, em que se não fosse o erro infantil cometido por Cancela, que lhe valeu a expulsão, o Canedo teria sido capaz de uma surpresa; e depois, frente ao Oliveira do Douro, nova derrota, desta feita por 3-2, num jogo em que os canedenses estiveram a vencer por duas vezes. Apesar das derrotas, notava-se que a equipa estava mais “viva” e mais aguerrida. A chegada de um técnico conhecedor dos “cantos da casa” motivou os jogadores, e a qualidade do futebol praticado também aumentou. Com a chegada de Janeiro, abriu-se o mercado de Inverno e o Canedo precisava urgentemente de fazer alterações no seu plantel. Como a descida era praticamente um dado adquirido, Albertino Oliveira, optou por dispensar os quatro jogadores mais caros do plantel. Assim, o guarda-redes Coelho, o central Lúcio, o trinco Sidónio e o avançado Aldemir Júnior, deixaram o Canedo. Em “sentido contrário” chegaram João Gomes, guarda-redes muito experiente, e já com muitos anos de III Divisão; Marcelo, um central ex Canelas, muito forte fisicamente; e o regresso do defesa direito Bruno Martins, que não teve uma passagem muito feliz pelo U. Lamas.

Foi já com estes reforços, que o Canedo perdeu apenas um em seis jogos. As vitórias sobre Ermesinde (casa) e Amarante (fora), e os empates com Vila Real (fora), Alijoense (fora) e Aliados de Lordelo (casa), melhorou um pouco o saldo do Canedo. Depois de uma espectacular vitória em Amarante, seguiu-se um desafio complicado em casa perante o Pedras Rubras. Em caso de vitória o Canedo abandonava o último lugar, mas nem isso motivou os jogadores. Derrota por 2-1, e o Distrital estava cada vez mais à vista. Seguiram-se mais três derrotas, frente a Oliveirense, São Pedro da Cova e Torre de Moncorvo; e um empate caseiro frente ao Vilanovense à 24ª Jornada. O futebol praticado até era de qualidade, mas faltavam os golos. Nuno Pinto, esteve muito desinspirado nesta temporada; e nas alas Pedrinho e Nino nem sempre conseguiam “furar” as defesas adversárias. Na baliza, João Gomes salvou muitas vezes a equipa de ser goleada; assim como comprometeu num ou outro jogo; Defensivamente, Cancela e Joel, dois “meninos” davam cartas e mostravam estarem em crescendo; Bruno Martins já não tinha o fulgor de outros tempos; e quanto a João Carlos, se houvesse prémio para o jogador com mais auto-golos, João Carlos ganhava-o. No meio campo, a grande referência João Paulo, passou grande parte da temporada lesionado, assim como Willian; sobrando então Luís Miguel, Zé Tó e Márcio. Luís Miguel cumpria bem a sua tarefa de anular o jogo do adversário; Zé Tó não era o mesmo jogador das temporadas anteriores, estava mais “mole” e sem grande poder de fazer os rasgos a que habituou a massa associativa canedense; e Márcio ia fazendo boas exibições. A moral do plantel estava claramente em baixa, e assim aconteceram mais cinco derrotas até ao fim da prova: Leça, Oliveira do Douro e Vila Real em casa; Ataense e Tirsense fora. Para finalizar o campeonato, nada melhor do que finalizá-lo em grande. No jogo da despedida, o plantel canedense “vingou-se” de um campeonato cheio de dissabores, e conquistou uma vitória de raiva em casa do também despromovido Ermesinde, por 4-3. “O que nasce torto, tarde ou nunca se indireita”…

O Momento: 17ª Jornada: Alijoense 3-3 Canedo.

Na deslocação a casa de um adversário directo, e que jogava em campo emprestado (campo esse sem condições para receber um jogo da III Divisão Nacional) o Canedo tinha a missão de vencer, mas não começou nada bem. Na sequência de um livre directo, André Novais abriu o marcador a favor do Alijoense, logo aos 6’ minutos. Depois veio o “show” de Nino. Tal como André Queirós havia feito, Nino fez o melhor uso possível do seu pé esquerdo, para na conversão de dois livres (um directo e outro indirecto) colocar o Canedo na frente do marcador. Ainda antes do intervalo, Eduardo empatou a partida, e Nino teve nos pés uma oportunidade de ouro para fazer o hat-trick e recolocar o Canedo em vantagem. No segundo tempo, o jogo entrou numa fase em que as equipas tinham um certo receio de arriscar, mas foi o Canedo quem arriscou primeiro. Aos 71’ minutos o extremo Rica saltou do banco para render o lateral improvisado Bruno Joel, e aos 79’ o mesmo Rica fez o 2-3 a favor do Canedo. Num lance de contra-ataque, o jovem avançado fez uso da sua melhor arma, a velocidade, para marcar o seu segundo golo ao serviço do Canedo. Já perto do fim, e numa tentativa de “queimar” alguns segundos, Albertino Oliveira lançou o central Marcelo para o lugar do médio Márcio, e o central acabou por ficar directamente ligado ao golo do empate. Aos 90+5’ Marcelo numa tentativa de aliviar o esférico, encontrou pela frente o seu colega João Carlos que acabou por introduzir a bola na sua própria baliza. O 3-3 chegou já para lá da hora, e o Canedo perdeu uma oportunidade de ouro para abandonar a última posição. Com este empate, a descida ficou cada vez mais real, e as (poucas) hipóteses que ainda restavam praticamente morreram em Favaios.

A estrela: Luís Miguel.

Numa equipa que fez um campeonato tão mau em termos de resultados, é difícil encontrar jogadores que se tivessem destacado dos restantes. Luís Miguel chegou ao Canedo oriundo da Sanjoanense da II Divisão B, mas já tinha estado alguns anos na III Divisão em épocas anteriores. Trinco de origem, Miguel rapidamente foi adaptado primeiro a lateral esquerdo; depois a lateral direito. Acabou a temporada a jogar no seu lugar de origem. Foi presença assídua nos jogos do Canedo, ora com Cardoso ora com Oliveira, e deixou sempre tudo em campo. A sua raça e a sua entrega ao jogo eram contagiantes para quem estava de fora, e fez com que os adeptos do Canedo acreditassem sempre até ao fim, em alguns jogos.

Revelação: Joel

Apesar de ter chegado à equipa apenas em Novembro, Joel rapidamente se impôs e se assumiu como um dos melhores do Canedo FC 2006/2007. Central de origem, este jovem que lutou para que o futebol sénior do Salgueiros não acabasse de forma inglória chegou ao Canedo depois de uma passagem não muito bem sucedida pelos Juniores do Benfica. Apesar de ser central estava habituado a jogar a lateral esquerdo (fê-lo durante mais de trinta jogos pelo Salgueiros na II Divisão B), e “tapou” a grande lacuna do plantel. Foi aposta de ambos os técnicos, apesar de ter trabalhado apenas uma semana com Rui Cardoso. À medida que o campeonato foi caminhando para o fim, Joel aumentou a sua “performance” realizando exibições seguras a defender, e apoiando o ataque sempre que necessário. E, não foi por acaso que saiu no final da temporada para o Madalena dos Açores.

Desilusão: Zé Tó

Depois de duas temporadas de bom nível ao serviço do Canedo na III Divisão, Zé Tó era um dos jogadores de quem mais se esperava em 06/07. Sendo um jogador polivalente no meio-campo, Zé Tó foi sempre utilizado na sua posição predilecta: a de médio interior direito. Foi nessa posição que brilhou nas temporadas anteriores. Esta temporada, não esteve na sua forma habitual, e mostrou-se desconcentrado em grande parte dos jogos que efectuou. Talvez afectado pela classificação de equipa, nunca conseguiu fazer os “rasgos” a que habituou os adeptos canedenses. O espírito de sacrifício e o espírito combativo também não estiveram presentes em muitos jogos, o que levou Zé Tó a perder o seu lugar na equipa em algumas situações da temporada.


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