ForaDeJogo.net - Canedo 2007/2008


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Canedo Futebol Clube
Nome: Canedo
Associação: AF Aveiro
Cidade: Canedo, Santa Maria da Feira
Estádio: Valadas
Ano de fundação: 1984
Sede: Av Eleito Local
4525-011 - Canedo Vfr
Web: facebook.com/Canedo-Futebol-Clube-118633524893102
Plantel 2007/2008
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Treinadores
T Albertino Oliveira
Staff
Domingos Mendes(ADJ)
Entradas
Marinho (30)Cesarense (I R)
Cristiano Robalinho (28)Gafanha (III)
Amadeu (26)ACRD Mosteirô (II R)
Duarte (22)Lobão (II R)
Tiago (22)Fiães (II B)
Manú (21)U. Lamas (II B)
Pisco (22)Paços de Brandão (III)
Joel Xasco (21)Leverense (I R)
Rui Tavares (21)Dragões Sandinenses (II B)
Roberto (20)Fiães (II B)
Jota (20)Coimbrões (I R)
Miguel (20)
João Vítor (20)Dragões Sandinenses (II B)
Luís André (20)Fiães (II B)
Hugo (19)Fiães (II B)
Luís Miguel (19)Canedo (JUN)
Rochinha (18)Fiães (JUN)
I AF Aveiro
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
 Ricardo Amadeu Hugo Jota
 Roberto Manú João Vítor Tiago
 Rui Oliveira Luís Miguel Luís André Nino
   Bruno Joel Márcio Duarte
   Cancela Rochinha Joel Xasco
   Marinho Rui Tavares Cristiano Robalinho
   Miguel João Paulo  
   Pisco    
A época da estabilizaçãoRaúl Paiva

Ponto assente: a temporada 06/07 foi a pior de sempre em toda a história do Canedo. Logo, a temporada seguinte seria importante para estabilizar o clube, sem entrar em loucuras. A planificação da temporada 07/08 começou a ser trabalhada ainda antes do fim da época 06/07. O elenco directivo assegurou a sua continuidade por mais um ano; e na equipa técnica Albertino Oliveira viu-lhe ser encarregue a “missão” de estabilizar o Canedo. O técnico aceitou a “missão” e tratou, de reformular por completo o plantel. Na baliza, Rui e Ricardo permaneceram; João Gomes saiu para o Candal da AF Porto e para o seu lugar foi contratado Roberto, um jovem que chegava de Fiães, sem ter somado qualquer minuto como sénior. Na defesa apenas permaneceu um jogador: o central Cancela; Bruno Joel, um médio polivalente e perfeitamente capaz de jogar em qualquer posição no sector defensivo, também era uma opção válida. No que toca a contratações, era importante reforçar a defesa com experiência, não descartando a juventude. Marinho, defesa central ex Cesarense, foi o primeiro elemento a ser contratado; seguindo-se o também central Miguel, um jovem oriundo das camadas jovens do U. Lamas. Para as laterais as opções recaíram sobre Amadeu (um jogador formado no Canedo, mas que como sénior nunca havia representado o clube) e Manú (ex U. Lamas) para o lado direito; e em Luís Miguel, um extremo esquerdo que foi adaptado a lateral e que fora promovido dos Juniores. O lado esquerdo continuava a ter o mesmo problema da temporada passada, e foi já numa fase adiantada da pré-temporada que chegou a principal opção para a lateral esquerda: Pisco, um trinco de origem que já havia passado a lateral esquerdo nas camadas jovens. No centro do terreno, as saídas de Luís Miguel, Willian e Zé Tó deixaram um pouco desfalcado o meio campo. João Paulo, Márcio e Bruno Joel permaneceram, se bem que Bruno Joel estaria no plantel mais para jogar como defesa central; Os reforços para a zona média, eram todos eles muito jovens: João Vítor e Rui Tavares chegaram dos Dragões Sandinenses; Hugo chegou do Fiães; e Rochinha chegou dos Juniores do Fiães, naquela que foi uma aposta consecutiva num jogador directamente saído da formação fianense - na época passada o reforço oriundo dos Juniores do Fiães havia sido Cláudio. No ataque, o capitão Nuno Pinto saiu já depois de ter renovado pelo Canedo; permanecendo apenas o extremo esquerdo Nino. Os reforços eram todos eles muito jovens: Duarte e Jota, ambos formados no Feirense, chegaram do Lobão e do Coimbrões respectivamente; e Tiago chegou do Fiães, depois de ter estado um ano parado por lesão. Estes foram os reforços para as alas. Para ponta de lança, apenas uma contratação: Joel ex Leverense. A falta de verbas condicionou a chegada de jogadores mais experientes, logo a aposta na juventude foi a política de contratações do Canedo para 07/08. A pré-época correu dentro das expectativas, verificando-se a saída do central Marcelo, que faltou injustificadamente a uma semana de treinos. Os confrontos do Canedo nesse período foram sobretudo contra equipas dos Distritais do Porto, entre eles Rio Tinto e Sousense, e todos eles foram bem elucidativos acerca do real valor da equipa.

A equipa estava preparada para o início do campeonato, que começou com a deslocação mais longa da temporada: ao terreno do Pessegueirense. Tal como era de esperar a dispôs-se em 4-3-3 bem ao estilo de Albertino Oliveira, e o onze inicial também não fugiu muito ao que era esperado: Rui na baliza; Manú na direita, Pisco na esquerda, Cancela e Marinho como centrais; Rui Tavares, João Paulo e Márcio no meio campo; Nino, Jota e Joel na frente. Apesar de entrar a vencer, o Canedo acabou surpreendido e derrotado por 2-1, tendo Albertino Oliveira percebido de imediato que teria de mudar alguma coisa. Assim sendo, na segunda jornada, na recepção ao Arrifanense, Cancela trocou com Bruno Joel, que apesar de não ser um defesa central de origem, era já mais experiente; Rui Tavares sentou-se no banco por troca com Hugo, que jogou na sua posição de sempre: a de trinco; e na frente tudo igual. O resultado nunca se alterou (empate a zero), e depois vieram as vitórias: à 3ª Jornada, 2-1 sobre a Oliveirinha; e à 4ª 2-0 em casa frente à BARC. Entretanto o onze ideal mantinha-se, apenas com as tais trocas de Bruno Joel e Hugo por Cancela e Rui Tavares. Tiago era a “arma secreta”, saltando sempre do banco para imprimir mais velocidade no jogo. A derrota na 5ª Jornada frente ao candidato Estarreja, aconteceu em condições anormais, uma vez que o trio de arbitragem prejudicou bastante a equipa do Canedo. Seguiram-se mais duas derrotas em três jogos: Carregosense (fora) e Cucujães (casa), tendo o Fermentelos sido derrotado aquando da sua visita a Canedo, por 3-1. Depois, veio o melhor momento de forma da equipa em toda a época: quatro vitórias consecutivas entre a 9ª e a 12ª jornada. Foi precisamente à 9ª Jornada, que se estreou Cristiano Robalinho, um jogador polivalente na frente de ataque, que já vinha treinando com a equipa desde o começo da temporada. A chegada de Robalinho, trouxe outras opções de jogar a Albertino Oliveira, além da qualidade evidente do reforço. Depois de quatro triunfos, seguiram-se duas derrotas perante duas equipas candidatas aos primeiros lugares: Águeda em casa e Alba fora. Uma vitória sobre o Oiã à 15ª Jornada, foi o suficiente para o Canedo terminar a primeira volta com tranquilidade, quando ainda faltavam dois jogos para o fim da primeira metade do campeonato. Antes de vencer em Oiã, a equipa canedense acabou afastada da Taça Distrito de Aveiro, ao perder no terreno do Pessegueirense, no desempate através de grandes penalidades.

A fechar a primeira volta, um empate em casa de um dos candidatos à subida, Cesarense; e uma inesperada derrota caseira frente ao Paços de Brandão. Foi precisamente em Cesar, que Luís André teve o primeiro contacto com a sua nova equipa. Tratava-se de um jovem médio, muito bom tecnicamente e que chegava do Fiães, depois de não ter sido aposta. No entanto, a contratação de Luís André deveu-se apenas à saida por opção de Rochinha, que “reclamava” mais tempo de jogo, saíndo então para o Argoncilhe, da II Divisão Distrital. No fim da primeira volta, o Canedo era 7º classificado com 26 pontos, estando nitidamente dentro dos objectivos estabelecidos na pré temporada: fazer uma época tranquila, que conduzisse o clube à manutenção. Depois de um início tremido de segunda volta (empate caseiro frente ao Pessegueirense), seguiram-se duas vitórias: a primeira em casa do Arrifanense por 0-3; a segunda em casa frente à Oliveirinha por 5-1, num jogo em que o reforço Luís André facturou na conversão de um livre indirecto. Seguiram-se depois, quatro jogos consecutivos sem vencer, tendo o Canedo somado dois empates e duas derrotas. Empates ambos caseiros frente a Estarreja e Carregosense, que deixaram um grande amargo de boca, uma vez que a vitória seria mais do que merecida para a equipa canedense; derrotas também elas surpreendentes, frente a equipas da segunda metade da tabela (BARC e Fermentelos). Foi precisamente no rescaldo do jogo frente ao Estarreja, que o plantel ficou mais curto: o trinco João Vítor não gostou de ser chamado para entrar aos 90+1’ numa altura em que a equipa vencia; recusou-se a entrar, o Estarreja empatou e o médio acabou dispensado por conduta anti-profissional e por desrespeito para com o esforço dos colegas. O 8º lugar que o Canedo ocupava no fim da 24ª Jornada, não era de todo preocupante, mas a vitória em casa do Cucujães à 25ª jornada, permitiu um salto significativo para a quarta posição.

Seguiu-se mais uma derrota, fora frente ao São Roque; e uma vitória caseira sobre o Gafanha à 27ª Jornada. Estávamos a sete jogos do fim, e o Canedo ocupava um tranquilo 5º posto. O campeonato estava “feito”; a manutenção estava mais do que alcançada e o grande objectivo de agora, era alcançar a melhor classificação possível. Nos últimos sete jogos, o saldo do Canedo resumiu-se a seis (!) empates e uma derrota. Quatro empates fora, de onde se destaca o espectacular empate em casa daquele que viria a ser o campeão, Recreio de Águeda; em casa frente empate decepcionante frente ao último classificado e já há muito despromovido, Cortegaça; e frente ao 2º classificado, Cesarense. A derrota, em casa frente ao Alba, num jogo em que Albertino Oliveira aproveitou para dar minutos aos menos utilizados, como Miguel e Luís Miguel. O onze inicial ao longo do campeonato foi praticamente o mesmo que o havia começado: Rui mantinha-se de pedra e cal na baliza, cedendo uma outra vez o lugar a Roberto ou a Ricardo; na defesa, Pisco, Manú e Marinho fizeram grande parte do campeonato; sendo o outro lugar de central ocupado maioritariamente por Cancela, sendo que Bruno Joel jogou também várias vezes. No meio campo, Hugo, João Paulo e Márcio foram donos e senhores dos seus lugares, não actuando apenas por lesão ou castigo; Luís André e Rui Tavares saltaram grande parte das vezes do banco. No ataque, a chegada de Robalinho baralhou um pouco as “contas”, e o próprio Robalinho até foi suplente aquando da sua chegada. Joel, Tiago, Duarte, Jota e Nino foram também eles peças-chave no esquema do Canedo, cada um na sua altura. 7º lugar final, campeonato feito com muita tranquilidade; e manutenção alcançada quando o campeonato ainda estava longe de terminar. O saldo é inteiramente positivo, e a tentativa de estabilizar o clube deu certo.

Momento: 25ª Jornada: Cucujães 0-2 Canedo.

Faltavam dez jogos para o fim do campeonato, a contar com o jogo em Cucujães. O Canedo ocupava o 8º lugar, e não estava assim tão longe da linha de água, havendo um risco (pequeno, diga-se) de descida de divisão. O jogo seria importante em caso de vitória, para que o Canedo desse um salto na tabela, e praticamente garantisse a manutenção. A equipa da casa precisava ainda mais de pontos, e a sua entrada algo nervosa na partida apenas facilitou a tarefa ao Canedo. Ainda nos primeiros 10’ minutos um penalti cometido sobre Robalinho permitiu a Marinho inaugurar o marcador. O Canedo continuou a controlar o jogo a seu belo-prazer, e no segundo tempo Cristiano Robalinho assumiu todo o protagonismo ao cobrar exemplarmente um livre directo. O segundo golo canedense chegou a cerca de vinte minutos do fim, e a vitória já não fugiria. Os três pontos ganhos em Cucujães permitiram ao Canedo subir até ao 4º lugar da geral, e praticamente alcançar a manutenção. Digo praticamente, pois matematicamente ainda não estava “certo”, mas só com um milagre o Canedo desceria de divisão.

A estrela: João Paulo.

O “velhinho” do grupo. Aos 35 anos manteve a grande qualidade exibicional a que habituou os adeptos do Canedo. Assumiu a braçadeira de capitão, após a saída de Nuno Pinto, mas manteve sempre a mesma postura: respeitou tudo e todos, desde colegas de equipa, adversários e árbitros; e não “estranhou” as posições por onde passou: fosse a trinco, ou a médio” interior” João Paulo rubricou sempre exibições de grande qualidade, não se notando em nada a idade. A experiência na Distrital, como em qualquer divisão, dá jeito, e que jeito deu ao Canedo ter um jogador como João Paulo. Por tudo o que deu ao Canedo, não só esta época, como nas anteriores, merece esta distinção.

A revelação: Pisco.

Chegou já numa fase adiantada da pré temporada, oriundo do Paços de Brandão. Formado no Sp. Espinho, onde partilhou durante anos o balneário com Fílipe Gonçalves (actualmente no Vitória de Setúbal) começou a carreira como médio centro, recuou para trinco, e acabou a…lateral esquerdo. Chegou ao Canedo, para desempenhar essa mesma função (a de lateral), e sempre foi olhado com desconfiança por grande parte dos adeptos. Ao longo da temporada foi aumentando o nível das exibições, “conquistando” todos aqueles que o haviam “condenado”. Acabou a época em grande forma, e tem qualidade para jogar em divisões superiores.

Desilusão: Roberto.

Guarda-redes de valor inquestionável, Roberto chegou a Canedo depois de duas temporadas nos séniores do Fiães sem somar qualquer minuto. Curiosamente já antes havia tido a sua estreia no plantel principal, quando ainda tinha idade júnior. Tinha qualidade para discutir o lugar com Rui na baliza canedense, mas desiludiu em todas as aparições no onze que lhe foram concedidas. Não é que tenha comprometido a equipa, mas mostrou alguma desconcentração e por vezes, também alguma desmotivação, não conseguindo assim aproveitar as oportunidades que lhe foram dadas por Albertino.


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