|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Plantel
Estatística de Jogadores
Calendário
História
Quadro de Honra
Jogadores Formados no Clube
Lista de Jogadores
|
Canedo Futebol Clube
A época das duas facesRaúl Paiva A época do Canedo teve dois momentos: a primeira volta fantástica; e a segunda volta decepcionante. Para quem havia descido do primeiro escalão, outra coisa não se ‘pedia’ a não ser a subida de divisão, mas o objectivo foi redondamente falhado. É, aliás, caso para dizer que esta época teve duas ‘faces’: a primeira traduziu-se em golos e vitórias; a segunda em más exibições e futebol sem ‘chama’. Batista voltou para orientar a equipa na luta pela subida, isto depois de ter estado grande parte da época anterior ao leme do Canedo. Com ele, regressaram ao clube o guarda-redes Roberto, o ponta de lança Joel, o lateral Manú, o central Bruno Joel e o médio Nino; mantendo alguns elementos da ‘espinha dorsal’ anterior como João Carlos, Rui Humberto, Rochinha e Marco China; fazendo três ou quatro contratações pontuais e promovendo ainda seis juniores. Com a eliminação na Taça de Aveiro a acontecer logo na primeira eliminatória, não restava outra coisa ao plantel canedense, senão lutar pela subida. Esse era, como já aqui referi, o único objectivo do clube, e a ‘caminhada’ para o concretizar, arrancou com uma suadíssima vitória em casa do Mosteirô FC por 0-1. Seguiram-se mais quatro vitórias consecutivas, sem qualquer golo sofrido, e batendo um dos supostos rivais pelo primeiro lugar, Amigos do Visconde, por 0-3 em casa deste. Seguiu-se um empate caseiro a duas bolas frente ao segundo classificado, Mansores, depois do Canedo ter estado a vencer por 2-0, e mais três vitórias consecutivas que permitiam ao Canedo somar seis pontos de avanço para uma dupla de ‘perseguidores’ formada por Mansores e Mosteirô FC; e nove para aquele que seria o grande rival na luta pela subida, Carregosense, isto quando estavam decorridas nove jornadas. Na décima jornada, o Canedo recebeu o Carregosense e perdeu por 0-1, e esse foi, na minha opinião, um dos momentos-chave da época. Frente ao ‘grande’ adversário, a equipa canedense não conseguiu concretizar as suas oportunidades, sendo penalizada já perto do fim pelo contra-ataque dos oliveirenses. Ainda assim, o Canedo dispunha de cinco pontos de avanço para os segundos classificados, e seis para o quarto classificado, Carregosense. Faltavam três jornadas para o fim da primeira volta, e o Canedo venceu todos os desafios, com destaque para uma goleada fora (1-5), frente ao Real Nogueirense, e debaixo de condições atmosféricas que em nada ajudavam para a prática do futebol. No fim da primeira volta, o mais directo adversário do Canedo, já era o Carregosense, que entretanto também vencera os seus três jogos e aproveitou escorregadelas alheias, para subir ao segundo posto. A segunda volta começaria com a recepção ao Mosteirô FC, mas antes disso, houve tempo para que chegassem dois reforços: Pedro Pais e Carlos Robalinho, dois jogadores já na casa dos trinta anos, com experiência de largos anos nos Nacionais, e que chegavam ambos do Cesarense, clube que competia na III Divisão nacional. A segunda volta não começou da melhor maneira, pois o jogo com o Mosteirô FC, não chegou sequer ao fim, em virtude de muitos protestos por parte da equipa canedense, que lhe viu ser anulado um golo já perto do minuto 90’, e quando a partida estava empatada a zero. Começaram também aí, as suspeitas sobre um possível ‘controlo’ nas arbitragens, por parte do Carregosense. Depois disto, seguiu-se um empate em Romariz, e uma vitória por 1-0 em casa sobre o Rio Meão, com o Carregosense a apenas um ponto, pois era mais do que certo que a equipa canedense seria punida com a derrota no jogo frente ao Mosteirô FC. E à passagem da décima sétima jornada, o Canedo largou a liderança, para nunca mais lá voltar. O Carregosense passou com distinção o seu ‘teste’ em Mansores, vencendo por 0-2, enquanto o Canedo se revelou, incompreensivelmente, incapaz de se superiorizar aos Amigos do Cavaco, equipa que ocupava a penúltima posição. Seguiram-se mais duas derrotas, frente a Amigos do Visconde em casa e Mansores fora de portas, e um empate caseiro frente ao Macieirense na vigésima jornada. No fim desta jornada, já o Canedo era terceiro classificado, a dez pontos do líder Carregosense, e a três do segundo classificado, Mosteirô FC. Depois de vencer em casa do São Martinho por 1-2, a equipa canedense voltou a ‘quebrar’, cedendo mais dois empates, um deles em casa do Carregosense, e sofrendo mais uma derrota caseira, desta feita frente ao Cortegaça. A dois jogos do fim, o Canedo era já quarto classificado, a quatro pontos do terceiro; a cinco do segundo e, pasme-se, a treze do líder! A equipa canedense fecharia o campeonato com dois triunfos, ‘segurando’ o quarto lugar, e terminando a onze pontos da liderança. Se não subir era já de si uma desilusão, o quarto lugar não soube mesmo a ‘nada’. O momento: 14ª Jornada: Canedo – Mosteirô FCO Canedo iniciava a segunda volta, com seis pontos de vantagem para o segundo classificado, e tendo pela frente o quarto classificado da prova. Um golo anulado já perto do fim, quando o jogo estava empatado a zero, causou indignação aos jogadores canedenses que, prontamente, ‘rodearam’ o árbitro da partida, levando a que este terminasse a partida mais cedo. No rescaldo desta partida, o clube esteve mesmo para abandonar o campeonato e fechar portas, algo que, felizmente, não se verificou. As suspeitas de que o Carregosense, alegadamente ‘controlaria’ as arbitragens, levou muitas vezes os responsáveis canedenses a atribuírem as culpas de maus resultados a ‘terceiros’, não assumindo os seus erros. A Figura: JoelFoi o melhor marcador da equipa, com treze golos apontados. Apontou oito dos treze golos, nas primeiras seis jornadas, e depois ficou-se pela marcação de golos de forma ‘pontual’. Apesar de baixar de produção na segunda volta, merece a distinção, pois foi o ‘abono de família’ na altura em que a equipa vencia jogos e liderava o campeonato. Marcaria pela última vez na vigésima primeira jornada, a cinco jogos do fim. A Revelação: JaiminhoOriundo do Fiães, onde havia feito a formação e onde cumpriu o primeiro ano de sénior, Jaiminho desde cedo ‘agarrou’ o seu lugar na equipa, demonstrando a garra necessária num trinco. Titular em grande parte da época, acabou a época em grande estilo, bisando frente ao Alvarenga, e terminando como segundo melhor marcador da equipa, com seis golos. Números nada normais para um trinco. Desilusão: NinoDepois de um ano nos Dragões Sandinenses da AF Porto, Nino regressou a ‘casa’ para ajudar na luta pela subida. Quase sempre titular, Nino revelou-se uns ‘furos’ abaixo do que lhe era normal, factor que o ‘atirou’ para o banco em algumas ocasiões. Uma das provas em como não foi o Nino de outros anos, é o facto de ter apontado apenas um golo no campeonato, golo esse, conseguido através da marcação de uma grande penalidade. |
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||