ForaDeJogo.net - Canedo 2009/2010


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Canedo Futebol Clube
Nome: Canedo
Associação: AF Aveiro
Cidade: Canedo, Santa Maria da Feira
Estádio: Valadas
Ano de fundação: 1984
Sede: Av Eleito Local
4525-011 - Canedo Vfr
Web: www.facebook.com/canedofc1984/
Plantel 2009/2010
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Treinadores
T Batista
Entradas
Carlos Robalinho (30)Cesarense (III)
Pedro Pais (32)Cesarense (III)
Manú (23)São João de Ver (III)
Jaiminho (19)Fiães (III)
Nino (33)Dragões Sandinenses (I R)
Bruno Joel (24)
Joel (18)Canedo (JUN)
China (18)Canedo (JUN)
Joel Xasco (23)Leverense (II R)
Jorginho (21)Leverense (II R)
Roberto (22)Fiães (III)
Ricardo (21)ACRD Mosteirô (II R)
Ivo (20)
Ricardo (20)CF Serzedo (II R)
Michael (19)Argoncilhe (JUN)
Tiago Bento (19)Canedo (JUN)
Tiago Dias (19)Canedo (JUN)
Ruisinho (18)Canedo (JUN)
II Série A AF Aveiro
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Pascoal2Manú21Bruno Joel20China
23Roberto17Ruisinho7Rochinha31Tiago
87Ricardo50Pedro Pais22Tiago Bento8Nino
  3Toninho6Rui Humberto11Carlos Robalinho
  4João Carlos10Tiago Dias9João Loureiro
  67Marcelo66Jaiminho24Joel Xasco
  68Joel   19Michael
  5Ricardo  30China
  26Ivo    
  33Jorginho    
A época das duas facesRaúl Paiva

A época do Canedo teve dois momentos: a primeira volta fantástica; e a segunda volta decepcionante. Para quem havia descido do primeiro escalão, outra coisa não se ‘pedia’ a não ser a subida de divisão, mas o objectivo foi redondamente falhado. É, aliás, caso para dizer que esta época teve duas ‘faces’: a primeira traduziu-se em golos e vitórias; a segunda em más exibições e futebol sem ‘chama’.

Batista voltou para orientar a equipa na luta pela subida, isto depois de ter estado grande parte da época anterior ao leme do Canedo. Com ele, regressaram ao clube o guarda-redes Roberto, o ponta de lança Joel, o lateral Manú, o central Bruno Joel e o médio Nino; mantendo alguns elementos da ‘espinha dorsal’ anterior como João Carlos, Rui Humberto, Rochinha e Marco China; fazendo três ou quatro contratações pontuais e promovendo ainda seis juniores. Com a eliminação na Taça de Aveiro a acontecer logo na primeira eliminatória, não restava outra coisa ao plantel canedense, senão lutar pela subida. Esse era, como já aqui referi, o único objectivo do clube, e a ‘caminhada’ para o concretizar, arrancou com uma suadíssima vitória em casa do Mosteirô FC por 0-1. Seguiram-se mais quatro vitórias consecutivas, sem qualquer golo sofrido, e batendo um dos supostos rivais pelo primeiro lugar, Amigos do Visconde, por 0-3 em casa deste. Seguiu-se um empate caseiro a duas bolas frente ao segundo classificado, Mansores, depois do Canedo ter estado a vencer por 2-0, e mais três vitórias consecutivas que permitiam ao Canedo somar seis pontos de avanço para uma dupla de ‘perseguidores’ formada por Mansores e Mosteirô FC; e nove para aquele que seria o grande rival na luta pela subida, Carregosense, isto quando estavam decorridas nove jornadas. Na décima jornada, o Canedo recebeu o Carregosense e perdeu por 0-1, e esse foi, na minha opinião, um dos momentos-chave da época. Frente ao ‘grande’ adversário, a equipa canedense não conseguiu concretizar as suas oportunidades, sendo penalizada já perto do fim pelo contra-ataque dos oliveirenses. Ainda assim, o Canedo dispunha de cinco pontos de avanço para os segundos classificados, e seis para o quarto classificado, Carregosense. Faltavam três jornadas para o fim da primeira volta, e o Canedo venceu todos os desafios, com destaque para uma goleada fora (1-5), frente ao Real Nogueirense, e debaixo de condições atmosféricas que em nada ajudavam para a prática do futebol. No fim da primeira volta, o mais directo adversário do Canedo, já era o Carregosense, que entretanto também vencera os seus três jogos e aproveitou escorregadelas alheias, para subir ao segundo posto.

A segunda volta começaria com a recepção ao Mosteirô FC, mas antes disso, houve tempo para que chegassem dois reforços: Pedro Pais e Carlos Robalinho, dois jogadores já na casa dos trinta anos, com experiência de largos anos nos Nacionais, e que chegavam ambos do Cesarense, clube que competia na III Divisão nacional. A segunda volta não começou da melhor maneira, pois o jogo com o Mosteirô FC, não chegou sequer ao fim, em virtude de muitos protestos por parte da equipa canedense, que lhe viu ser anulado um golo já perto do minuto 90’, e quando a partida estava empatada a zero. Começaram também aí, as suspeitas sobre um possível ‘controlo’ nas arbitragens, por parte do Carregosense. Depois disto, seguiu-se um empate em Romariz, e uma vitória por 1-0 em casa sobre o Rio Meão, com o Carregosense a apenas um ponto, pois era mais do que certo que a equipa canedense seria punida com a derrota no jogo frente ao Mosteirô FC. E à passagem da décima sétima jornada, o Canedo largou a liderança, para nunca mais lá voltar. O Carregosense passou com distinção o seu ‘teste’ em Mansores, vencendo por 0-2, enquanto o Canedo se revelou, incompreensivelmente, incapaz de se superiorizar aos Amigos do Cavaco, equipa que ocupava a penúltima posição. Seguiram-se mais duas derrotas, frente a Amigos do Visconde em casa e Mansores fora de portas, e um empate caseiro frente ao Macieirense na vigésima jornada. No fim desta jornada, já o Canedo era terceiro classificado, a dez pontos do líder Carregosense, e a três do segundo classificado, Mosteirô FC. Depois de vencer em casa do São Martinho por 1-2, a equipa canedense voltou a ‘quebrar’, cedendo mais dois empates, um deles em casa do Carregosense, e sofrendo mais uma derrota caseira, desta feita frente ao Cortegaça. A dois jogos do fim, o Canedo era já quarto classificado, a quatro pontos do terceiro; a cinco do segundo e, pasme-se, a treze do líder! A equipa canedense fecharia o campeonato com dois triunfos, ‘segurando’ o quarto lugar, e terminando a onze pontos da liderança. Se não subir era já de si uma desilusão, o quarto lugar não soube mesmo a ‘nada’.

O momento: 14ª Jornada: Canedo – Mosteirô FC

O Canedo iniciava a segunda volta, com seis pontos de vantagem para o segundo classificado, e tendo pela frente o quarto classificado da prova. Um golo anulado já perto do fim, quando o jogo estava empatado a zero, causou indignação aos jogadores canedenses que, prontamente, ‘rodearam’ o árbitro da partida, levando a que este terminasse a partida mais cedo. No rescaldo desta partida, o clube esteve mesmo para abandonar o campeonato e fechar portas, algo que, felizmente, não se verificou. As suspeitas de que o Carregosense, alegadamente ‘controlaria’ as arbitragens, levou muitas vezes os responsáveis canedenses a atribuírem as culpas de maus resultados a ‘terceiros’, não assumindo os seus erros.

A Figura: Joel

Foi o melhor marcador da equipa, com treze golos apontados. Apontou oito dos treze golos, nas primeiras seis jornadas, e depois ficou-se pela marcação de golos de forma ‘pontual’. Apesar de baixar de produção na segunda volta, merece a distinção, pois foi o ‘abono de família’ na altura em que a equipa vencia jogos e liderava o campeonato. Marcaria pela última vez na vigésima primeira jornada, a cinco jogos do fim.

A Revelação: Jaiminho

Oriundo do Fiães, onde havia feito a formação e onde cumpriu o primeiro ano de sénior, Jaiminho desde cedo ‘agarrou’ o seu lugar na equipa, demonstrando a garra necessária num trinco. Titular em grande parte da época, acabou a época em grande estilo, bisando frente ao Alvarenga, e terminando como segundo melhor marcador da equipa, com seis golos. Números nada normais para um trinco.

Desilusão: Nino

Depois de um ano nos Dragões Sandinenses da AF Porto, Nino regressou a ‘casa’ para ajudar na luta pela subida. Quase sempre titular, Nino revelou-se uns ‘furos’ abaixo do que lhe era normal, factor que o ‘atirou’ para o banco em algumas ocasiões. Uma das provas em como não foi o Nino de outros anos, é o facto de ter apontado apenas um golo no campeonato, golo esse, conseguido através da marcação de uma grande penalidade.


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