ForaDeJogo.net - Canedo 2010/2011


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Canedo Futebol Clube
Nome: Canedo
Associação: AF Aveiro
Cidade: Canedo, Santa Maria da Feira
Estádio: Valadas
Ano de fundação: 1984
Sede: Av Eleito Local
4525-011 - Canedo Vfr
Web: www.facebook.com/canedofc1984/
Plantel 2010/2011
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Treinadores
T João Paulo
Batista
João Paulo
Batista
Entradas
Zé Miguel (26)Sanguêdo (I R)
Paulo Sérgio (18)Lusitânia Lourosa (II B)
Ricardo Mota (19)Crestuma (II R)
Alex (20)Fiães (III)
Nandinho (31)
Valente (16)Canedo (JUN)
João Loureiro (18)Canedo (JUN)
Tavares (19)Lusitânia Lourosa (III)
Príncipe (34)Sanguêdo (II R)
André Costa (24)U. Lamas (I R)
André Marques (17)Canedo (JUN)
China (20)Fiães (III)
Rui Pedro (20)Fiães (III)
Pedro Castro (23)Carregosense (I R)
Ricardo (24)Sanguêdo (I R)
Flávio Daniel (22)Dragões Sandinenses (I R)
Passarinho (22)Sanguêdo (I R)
Pardal (22)Sanguêdo (I R)
Peixe (20)ADRAV (II R)
André (19)São Roque (Ol. Azeméis) (I R)
Benjamim (19)Feirense (JUN)
Calila (17)Canedo (JUN)
II AF Aveiro
II Série A AF Aveiro
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
 Ricardo Mota Pedro Castro Bruno Joel China
 Zé Miguel Rochinha Pardal Tiago
   Passarinho Tavares Benjamim
   Peixe Tiago Bento André Costa
   Valente Paulo Sérgio Calila
   André Nandinho Carlos Robalinho
   Flávio Daniel Nino Alex
   Joel  Rui Pedro João Loureiro
   Ricardo   André Marques
       Príncipe
Escalada até ao topoRaúl Paiva

Depois da grande desilusão vivida na temporada anterior, com a subida falhada de forma quase escandalosa, a direcção canedense decidiu, também incompreensivelmente, manter Batista no comando técnico. A saída do técnico viria a ser um dos momentos-chave da temporada, como verificaremos mais à frente.

O plantel sofreu desde logo uma grande remodelação, a começar pela baliza, onde chegaram dois antigos jogadores do clube: Zé Miguel, proveniente do Sanguedo, e que representou o Canedo em 08/09; e Ricardo Mota, ex-Crestuma, que havia jogado na formação do clube. Na zona defensiva, mantiveram-se apenas Bruno Joel, Joel e Tiago Bento, com Batista a recrutar Passarinho e Ricardo ao Sanguedo, e Flávio Daniel aos Dragões Sandinenses. Do meio-campo de 09/10, 'sobravam' apenas Rochinha e Nino, com o primeiro a ser adaptado a defesa direito, posição onde não havia ninguém de raiz no seio do plantel. Em termos de reforços, chegaram Pardal ex-Sanguedo, Tavares e Paulo Sérgio, ambos provenientes da formação do Lourosa, e Rui Pedro ex-Fiães. Na frente de ataque, mantiveram-se Robalinho, João Loureiro e Tiago, chegando o esquerdino André Costa, que havia jogado no campeonato de INATEL na época anterior, e Benjamim, proveniente dos juniores do Feirense, e que também podia actuar como lateral direito. O plantel era efectivamente curto, mas Batista 'durou' apenas seis jornadas à frente do Canedo, embora sejam efectivamente cinco, uma vez que o jogo inaugural havia sido adiado. Neste período, o Canedo somou sete pontos, fruto de duas vitórias frente a Alvarenga e Lobão, e um empate caseiro frente ao Sanguedo. Duas derrotas consecutivas, frente a Amigos do Visconde e Real Nogueirense, resultaram na saída de Batista, numa altura em que o Canedo era já nono na tabela, a oito pontos da dupla de líderes composta por Cortegaça e Macieirense. João Paulo foi o eleito para liderar a nova equipa técnica, e nas primeiras quatro jornadas sob o seu comando, o Canedo somou quatro vitórias, subindo à terceira posição. Seguiu-se uma derrota na deslocação ao terreno do segundo classificado, Rio Meão, e nova derrota, desta feita em Romariz, para acerto do calendário. Faltavam seis jornadas para o fim da primeira volta, e o Canedo somou por vitórias todos esses seis jogos, incluindo uma vitória caseira sobre o líder Macieirense, por 3-1.

Entretanto, o plantel já havia sido reforçado com as chegadas de André, Pedro Castro, Peixe, Nandinho, Alex e Princípe, a promoção dos juniores Valente e Calila, e ainda se tinha deparado com algumas saídas de livre vontade, como foram os casos de Ricardo - que emigrou -, Passarinho, Tiago Bento, Rui Pedro e China, este último que havia chegado já com o campeonato na sua fase inicial. O Canedo iniciou a segunda volta de forma algo tremida, somando oito pontos em quatro jogos, e voltando-se a atrasar na corrida pelo primeiro lugar. Os canedenses somaram depois mais seis vitórias consecutivas, chegando à entrada para a 28ª Jornada a dois pontos do líder Rio Meão, e a um do vice-líder Macieirense. A jornada vinte e oito marcava precisamente a vinda do Rio Meão a Canedo, com o Canedo a vencer por 2-1 e a aproveitar um empate do Macieirense, para assumir a liderança de forma isolada. A seis jornadas do fim, o Canedo dependia agora de si próprio, batendo o Mosteirô da Feira por 3-1 e assegurando a liderança por mais uma jornada. Porém, à 30ª Jornada, um empate em São Vicente Pereira, atiraria com os canedenses para a segunda posição, com a liderança a ser recuperada logo na jornada seguinte, após um triunfo caseiro sobre o Mosteirô de Arouca por 3-1. Faltavam três jogos, e o Canedo venceu-os todos, o último dos quais no terreno do Macieirense, por 3-2, no duelo que carimbou de vez o primeiro lugar e respectiva subida de divisão. Importa enaltecer o facto da turma canedense não ter perdido em toda a segunda volta, tendo estado vinte e três jogos sem conhecer o sabor da derrota.

Esta época foi, sem dúvida, uma das mais importantes na história do clube: foram 23 jogos consecutivos sem perder; líder pela primeira vez apenas à 28ª Jornada; acabar com doze pontos de avanço para o Macieirense, depois de a certa altura da temporada ter estado onze pontos atrás do mesmo adversário; e, para acabar, jogadores que foram campeões e subiram de divisão com cerca de seis meses de salários em atraso. Notável, no mínimo. O apuramento do campeão com os vencedores das outras séries, foi aproveitado para que os jogadores com menos minutos fossem utilizados, e este 'mini-torneio' saldou-se por uma vitória, um empate e duas derrotas.

O momento - 28ª Jornada: Canedo 2-1 Rio Meão

À 28ª Jornada encontravam-se em Canedo terceiro e primeiro classificado respectivamente. De Rio Meão viajaram algumas dezenas de adeptos, embalados pela liderança de um conjunto que tinha a particularidade ter como treinador-adjunto um jogador profissional de futebol - Serginho, guarda-redes ex-V. Guimarães. A vitória canedense por duas bolas a uma, não sofreu a mínima contestação, num jogo que não foi nada fácil, mas que permitiu ao Canedo assumir a liderança pela primeira vez na temporada. A partir daí houve apenas um deslize, recuperável na jornada seguinte, e que empurrou a equipa definitivamente para a subida de divisão.

A figura: Plantel/Equipa técnica

Numa época tão emotiva e extraordinária como foi esta seria injusto referir um jogador que tivesse estado mais em foco que os restantes. No cômputo geral, todos estavam unidos pelo mesmo objectivo, e a equipa foi sempre colocada em primeiro lugar, não havendo lugar para vedetismos ou demonstrações de exibicionismo individual. Nota também para a equipa técnica liderada por João Paulo, que fez um percurso quase 'miraculoso', por tudo aquilo que já foi escrito em cima. O Canedo chegou a estar a onze pontos do líder Macieirense, e acabou com mais doze pontos do que essa mesma equipa, isto já para não falar dos salários em atraso...

A revelação: Joel

Central formado no Canedo, Joel nunca conheceu outras cores senão o azul e amarelo. Depois de ter alinhado em alguns jogos no seu primeiro ano de sénior, agarrou o lugar no segundo ano, formando com Flávio, uma dupla sólida e de grande rigor defensivo, transmitindo grande segurança não só ao guarda-redes, como ao resto da equipa, confirmando as expectativas criadas em seu redor, quando ainda alinhava nos escalões de formação. Não ficou no Canedo em 11/12, rumando com o técnico João Paulo ao Mosteirô de Santa Maria da Feira.

A desilusão: Direcção

Para começar a direcção esteve mal logo quando se decidiu por manter Batista no comando técnico. Batista havia praticamente descido a equipa em 08/09, e de forma um pouco surpreendente foi o escolhido para devolver o clube à I Divisão em 09/10. Falhou redondamente o objectivo, e ainda assim acabou por se manter para 10/11, onde o resultado esteve à vista de todos: ao fim da sexta jornada, já o Canedo estava sem treinador e longe da liderança. Noutro ponto, e ainda mais grave, a direcção canedense deu-se ao "luxo", de não pagar aos seus atletas durante cerca de seis meses. Com uma direcção assim, a subida de divisão foi mesmo um grande milagre.


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