ForaDeJogo.net - Canedo 2012/2013


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Canedo Futebol Clube
Nome: Canedo
Associação: AF Aveiro
Cidade: Canedo, Santa Maria da Feira
Estádio: Valadas
Ano de fundação: 1984
Sede: Av Eleito Local
4525-011 - Canedo Vfr
Web: facebook.com/Canedo-Futebol-Clube-118633524893102
Plantel 2012/2013
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Treinadores
T João Paulo
António Cerqueira
Entradas
Carlos Robalinho (33)Fiães (I R)
Álvaro (32)Camacha (II B)
Jorginho (18)Feirense (JUN)
Canedo (20)Sanguêdo (II R)
Nino (36)Fiães (I R)
Valente (21)Sanguêdo (II R)
Joel (21)Mosteirô FC (II R)
Carlos (29)Mosteirô FC (II R)
Bruno Joel (27)
Edson (27)Cortegaça (II R)
Rui Costa (18)Canedo (JUN)
Rafa (18)Canedo (JUN)
Marco (18)Canedo (JUN)
João Pedro (16)Canedo (JUN)
Eduardo (19)Canedo (JUN)
I AF Aveiro
Guarda-redes Defesas Médios Avançados
1Carlos15Manú4Pinta11Jorginho
12João Pedro19Fábio6Paulinho17Jota
23Higuita5Pedro Pais22Pedro Oliveira20China
  14Valente33Bruno Joel9Valente
  3Toninho7Márcio10Carlos Robalinho
  13João Paulo41Rui Costa25Álvaro
  16Joel 56Rafa27João Loureiro
  34Marco26Canedo99Edson
  18Eduardo8Nino  
No limiar da manutençãoRaúl Paiva

Depois de uma boa campanha na I Divisão Distrital da AF Aveiro 11/12, o Canedo entrava na época 12/13 com a mesma ambição de repetir o campeonato tranquilo do ano transacto, mas com o 'aviso' de que teria de fazer melhor que o 12º lugar alcançado anteriormente, uma vez que com o fim da III Divisão, desceriam à II Divisão Distrital muitas mais equipas do que o normal. Mário Cardoso manteve-se na presidência canedense, acrescentando ainda mais "sinais" de que o clube passava agora por alguma estabilidade directiva, e manteve António Cerqueira à frente dos comandos da equipa principal de futebol.

O experiente técnico foi pragmático nas escolhas, apostando na renovação do 'grosso' do plantel, promovendo quatro juniores, fazendo regressar ao clube Joel, Bruno Joel, Nino e Robalinho, os dois últimos provenientes do Fiães, contratando também o guardião Carlos ao Mosteirô da Feira, o médio Canedo e o extremo Valente ao Sanguedo, e apostando ainda no extremo Jorgito, recrutado aos juniores do Feirense. Com um plantel composto por vinte e quatro elementos, estavam assim reúnidas todas as condições para que o Canedo fizesse um campeonato tranquilo, e essa ideia foi reforçada logo após a primeira jornada, quando os canedenses foram vencer ao terreno do recém-promovido Alba-B por 2-1, com o reforço André Canedo a entrar e a marcar na primeira vez que tocou na bola. À importante vitória fora-de-portas, seguiram-se três empates consecutivos, dois deles em casa e frente a adversários 'acessíveis': Cucujães e Mealhada. Pelo meio, um ponto foi ganho na Gafanha, num terreno que é sempre complicado para quem o visita, e frente a uma das boas equipas deste campeonato. No entanto, havia um factor 'de luxo': a par dos líderes Lourosa e Sanjoanense, que haveriam de dominar por completo a prova, o Canedo era a única equipa que ainda não tinha sofrido qualquer derrota, condição que rapidamente perdeu, e logo de forma consecutiva, primeiro ao ser derrotado em Carregosa, frente à equipa local, por 2-1; e depois, ao perder de forma escandalosa em casa, frente ao Paços de Brandão, por uns 'humilhantes' 3-0.

Com seis jornadas concluídas, o Canedo ocupava um lugar a meio da tabela, algo que havia mudar três jornadas depois, primeiro com o empate em Mansores a um golo, depois com a derrota caseira diante da Sanjoanense por 2-1, num jogo em que os canedenses tiveram tudo para superar o seu adversário, e por fim, com mais uma 'pesada' derrota, desta feita no terreno do recém-promovido Calvão por 3-1. Cerqueira tentava a todo o custo recuperar a equipa, e a curta vitória sobre o São Roque na décima jornada ajudou a levantar a moral, mas de nada adiantou na jornada seguinte, quando os canedenses perderam por 3-1 em casa do Lourosa, num jogo em que, mais uma vez, voltaram a jogar 'olhos nos olhos' com um dos candidatos à subida. Faltavam seis jogos para o fim da primeira volta, mas Cerqueira acabaria por fazer apenas cinco desses jogos, sem vencer qualquer um deles, e somando duas derrotas caseiras de forma inaceitável, da mesma maneira com que empatou diante do Fermentelos, também nas Valadas. Quando não podia perder pontos, o Canedo fê-lo da pior forma possível.

A mudança no comando técnico era inevitável, uma vez que a uma jornada do fim da primeira volta, o Canedo era já 16º classificado a sete pontos dos lugares que, aparentemente, dariam para assegurar a manutenção. Para o lugar de Cerqueira chegou João Paulo, o homem responsável pela subida há dois anos atrás, e que, por isso, era visto com bons olhos pelos adeptos canedenses. E o técnico não poderia ter tido melhor estreia, entrando em grande com dois triunfos caseiros e um parcial de 6-0, destacando-se a vitória inequívoca e categórica sobre o Fiães, que na altura era terceiro classificado. Os sinais da possível recuperação evidenciados pelos canarinhos rapidamente sofreram um revés, com duas derrotas consecutivas, uma delas em casa, e logo de seguida ganharam novo ânimo, com o triunfo na Mealhada. Seguiram-se um empate sem golos em casa diante do Carregosense, e nova derrota fora, desta feita em Paços de Brandão. No jogo com o Carregosense, estreou-se o reforço Álvaro e fez-se a despedida de Robalinho, que se juntou a Paulinho - saiu em Dezembro - no lote de saídas. O plantel registaria ainda a chegada de Edson para a frente de ataque. A onze jornadas do fim, o Canedo era 15º da geral, praticamente à mesma distância dos lugares da permanência aquando da troca de treinadores, conseguindo depois novos sinais de esperança ao vencer duas partidas consecutivas em casa, sendo, pelo meio, goleado no reduto da Sanjoanense por uns expressivos 6-0.

Depois do triunfo arrancado a ferros sobre o Calvão, garantido aos 94' com um penalti convertido por Manuel Valente, o Canedo visitava o terreno do último classificado, e há muito condenado São Roque, e novo triunfo possibilitaria mais um 'reacender de esperança'. Mas a exibição da equipa foi de tal maneira péssima, que até pode ser considerada de absurda. O São Roque venceu com toda a justiça por 2-0, Edson foi expulso, e o Canedo estava agora em muito maus lençóis, bem piores que aqueles que tinha estado antes, até porque na jornada seguinte, na recepção ao líder Lourosa, perdeu novamente por 2-0. E a seis jornadas do fim, o Canedo estava a cinco pontos do primeiro lugar que com toda a certeza daria a manutenção, mas tinha ainda de efectuar quatro jogos fora-de-portas, dois deles consecutivos. Porém, aí, o que ninguém esperava aconteceu: os canarinhos venceram quatro dos últimos seis jogos, três deles fora de casa, e conseguiram somar três vitórias consecutivas entre as jornadas 29 e 31, o que automaticamente significou que aquele era, sem sombra de dúvidas, o melhor momento da equipa. Pelo meio, houve uma goleada sofrida em Águeda e um empate caseiro cedido diante do Paivense que complicaram a bom complicar as contas do Canedo. É que 'bastava' ter havido um triunfo num destes dois jogos, e o Canedo tinha-se mantido na I Divisão, de nada valendo assim a vitória em casa do vizinho e rival Fiães na derradeira jornada, uma vez que o Cucujães também venceu a sua partida, e levou a melhor na luta pela permanência, com mais dois pontos que os canedenses. O futebol não é, como se sabe, feito de 'ses', mas... e se o Canedo tem vencido Cucujães, Mealhada, Fermentelos e Carregosense em casa? E se tem vencido em São Roque? E se tem, pelo menos, empatado com Gafanha, Mourisquense e Águeda no seu campo? Tinha sido o suficiente para que a permanência fosse garantida, mesmo que o número de vitórias, empates, derrotas e, consequentemente, número de pontos, tenha sido o mesmo da época passada; o lugar final na tabela classificativa também; e a defesa consentiu, ainda assim, menos um golo em relação à época anterior, falhando apenas o ataque, com menos sete golos marcados em relação ao ano passado.

Resumindo, o Canedo teve tudo para se manter mas acabou despromovido à II Divisão, estando agora na expecativa quanto a possíveis desistências ou até à criação da Divisão de Elite em Aveiro. Outro facto curioso, é o melhor marcador da equipa ter sido Álvaro, que chegou em Fevereiro e fez sete golos em doze jogos, nove deles como titular, superando na derradeira jornada Robalinho, que havia marcado seis entre Setembro e Fevereiro. Pode-se, então, dizer que apesar da época irregular em termos de resultados, o Canedo ficou no limiar da manutenção.

O momento - 27ª Jornada: São Roque 2-0 Canedo

Este foi sem dúvida o pior jogo da época do Canedo, e pior que isso, o momento em que quase toda a gente sentiu que já nada havia a fazer quanto à permanência. Ir jogar a casa do último classificado, uma equipa composta quase essencialmente por jovens entre os 19 e 23 anos, e fazer um jogo de tal maneira paupérrimo, que nem na formação se consegue fazer, é simplesmente absurdo. Não é pela qualidade e posição da equipa do São Roque, mas sim pela obrigação que a formação canedense tinha em vencer. Vencer e jogar mal tinha chegado. Mas saiu tudo ao contrário, até a arbitragem, que expulsou Edson de forma ridícula - o luso-angolano esteve em campo cerca de cinco minutos. E, volto a dizer, o jeito que esses três pontos teriam feito...

A figura: Márcio

Quem acompanhou as minhas crónicas aos jogos do Canedo durante a época 12/13, percebe bem esta escolha. Numa época tão desinspirada por parte de toda a equipa, Márcio, que era o melhor jogador do plantel em termos técnicos, foi sempre a unidade desiquilibradora e fundamental para o bom futebol praticado, embora a espaços, pelos canarinhos. Grande responsável e 'motor' do meio-campo na melhor fase da equipa, rubricada na ponta final do campeonato, não jogou por lesão os últimos três jogos da competição, e a equipa sentiu bem a sua falta, somando uma derrota, um empate e uma vitória, sendo que nos dois resultados negativos, o meio-campo dificilmente se conseguiu ligar ao ataque com 'cabeça, tronco e membros'. Palavras para quê?

A revelação: André Canedo

Contratado ao Sanguedo da II Divisão, o jovem médio André com apelido igual ao do clube que o contratou foi a grande revelação da equipa. Com vinte e sete jogos na prova, dezassete deles como titular, somou dois golos na competição: um na primeira jornada, na estreia, e após ter entrado marcando logo o golo que resultou na cambalhota no marcador em Albergaria-a-Velha, diante do Alba-B; e depois, na... última jornada, em casa do Fiães, o 'seu' Fiães, clube onde se formou, e a quem apontou um golaço. Foi, juntamente com Márcio, um dos grandes pêndulos do meio-campo, assumindo-se como um jogador simples, de trato fácil com a bola, bom tecnicamente, que sabe ocupar espaços, e que define bem o último passe.

A desilusão: Campanha da equipa

Pouco mais há a dizer sobre a campanha da equipa. Já se percebeu como ela foi, cheia de altos e baixos, mas com muitos mais baixos que altos num ano em que as responsabilidades eram acrescidas, e o plantel poucas alterações sofreu, sendo ainda reforçado com quatro regressos de jogadores 'da casa'. Cerqueira não conseguiu controlar o grupo, João Paulo tentou, mais que uma vez, recuperá-lo, e a campanha final por pouco não deu os devidos frutos. Ficou, ainda assim, o amargo de boca por a manutenção se ter escapado nos últimos minutos da última jornada. Na Taça, a equipa não fez melhor que no campeonato, passando uma péssima imagem diante do Valonguense, da II Divisão, ainda por cima em casa, e caíndo no desempate por grandes penalidades.


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