FootballPortugal.net - Canedo 2016/2017


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Canedo Futebol Clube
Nome: Canedo
Association: AF Aveiro
Hometown: Canedo, Santa Maria da Feira
Stadium: Valadas
Founded in: 1984
Address: Av Eleito Local
4525-011 - Canedo Vfr
Web: www.facebook.com/canedofc1984/
Squad 2016/2017
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Staff
T Vasco Coelho
Entradas
Eduardo (36)Lusitânia Lourosa (I R)
Fernando Jorge (33)Arrifanense (II R)
Ricardo Paiva (29)Carregosense (I R)
Nuno Fruta (31)Carregosense (I R)
Paulinho (23)Sp. Espinho (I R)
Zé do Porto (31)Carregosense (I R)
Neves (22)Paços de Brandão (I R)
Fábio Gaído (28)Sporting Paivense (I R)
Zé Nino (19)Fiães (I R)
Dioguinho (21)Soutense (II R)
Gil (19)Lusitânia Lourosa (JUN)
Apolo (18)Feirense (JUN)
Jota (29)Mansores (II R)
Ricardo Mota (25)Pigeirense
Pedro Trombatella (29)ACD Lavandeira
Hugo Pinho (32)Lobão (II R)
Ricardo Dias (18)Canedo (JUN)
Príncipe (40)Lobão (II R)
Rui Pinho (18)Arouca (JUN)
Keepers Defenders Midfielders Forwards
1Rui Gonçalves7Fabry5Ricardo Dias14Zé do Porto
16Zé Nino23Kiko6Hugo Pinho22Rui Pinho
24Ricardo Mota3Porto8Ricardo Paiva34Gil
  4Sérgio Ramos18Dioguinho20Paulinho
  13Fábio Gaído12Nuno Fruta9Fernando Jorge
  17Neves50Apolo11Jota
  25Pedro Trombatella10Badolas Príncipe
  30Paulo Ferraz Eduardo21Vilar
  55João Paulo    
Qualidade, competência e regularidade: assim se fazem os CampeõesRaúl Paiva

Depois do enorme falhanço desportivo que foi a temporada 2015/2016, com a subida a ficar muito longe do horizonte canedense devido a muitas factores, já devidamente identificados na crónica dessa temporada, o Canedo arrancou para 2016/2017 com o mesmo objetivo: subir de divisão. A direção comandada por José Ribeiro manteve-se na liderança do clube e renovou com Vasco Coelho, o técnico que havia terminado a época anterior, dando, logo aí, a certeza de que o Canedo voltaria a ser candidato à subida. Mais uma vez, o Canedo voltou a fazer uma revolução no plantel, mas, desta feita, essa revolução era mesmo necessária, ou, caso contrário, a época voltaria a ser um falhanço. Posto isto, renovaram apenas nove jogadores: Rui Gonçalves, Kiko, Fabry, Sérgio Ramos, Porto, Paulo Ferraz, João Paulo, Badolas e Vilar. Em termos de reforços, Vasco Coelho foi exímio nas suas escolhas e, ponto principal, trouxe de volta vários jogadores com passado pelo clube e, por isso, devidamente identificados com o Canedo, casos de Paulinho (ex-Sp. Espinho), Zé do Porto e Nuno Fruta, ambos ex-Carregosense, Fernando Jorge (ex-Arrifanense), Gaído (ex-Paivense), Jota (ex-Mansores) e Ricardo Mota (ex-Pigeirense, Inatel), juntando-lhes dois jogadores que passaram pelas Valadas na formação, mas que fizeram a estreia no plantel sénior em 2016/2017: Zé Nino (ex-Fiães) e Apolo (ex-Júnior do Feirense). A lista de reforços não ficou por aqui e teve ainda: Ricardo Paiva (ex-Carregosense), Dioguinho (ex-Soutense), Trombatella (ex-Lavandeira, Inatel), Neves (ex-Paços de Brandão), Gil (ex-Júnior do Lourosa), Rui Pinho (ex-Júnior do Arouca), Hugo Pinho (ex-Lobão) e a promoção do ex-Júnior do clube, Ricardo Dias. O plantel, apesar de extenso, uma vez que continha 26 elementos, dava garantias de que, desta vez, teríamos um Canedo ainda mais forte na luta pela subida perante dois rivais do concelho de Arouca: Mansores e Mosteirô.

Com a reorganização da II Divisão Distrital por parte da AF Aveiro, a Série A foi reduzida de 17 para 13 clubes, sendo que, desses treze, nove eram do concelho de Santa Maria da Feira, Canedo incluído. O Canedo até foi a primeira equipa a folgar no campeonato, entrando em campo apenas à 2ª jornada, e, ao fim de dois jogos, já levava doze golos marcados e zero sofridos: 5-0 ao Caldas São Jorge, em casa; 7-0 ao Sabariz, fora-de-portas. Seguiram-se mais duas vitórias, sobre Paços de Brandão e Argoncilhe, até à primeira derrota, caseira, e logo com um dos rivais na luta pela subida: 1-2 com o Mansores. A partir daqui, o Canedo arrancou para uma série de dez vitórias consecutivas, três delas já na segunda volta, chegando pela primeira vez à liderança na 13ª Jornada, última da primeira volta, quando goleou o Sanguedo por 4-0 e beneficiou do empate caseiro do Mansores com o Paços de Brandão. Desses dez triunfos consecutivos, destaque-se, naturalmente, a vitória por 4-0 em casa do Mosteirô de Arouca, outro rival na luta pela promoção, sendo que o resultado "moda" do Canedo durante esse período foi mesmo 4-0: seis dessas dez vitórias consecutivas foram por este resultado.

Entretanto, a décima vitória consecutiva, em Paços de Brandão, foi já no fim de Janeiro, altura em que o plantel já estava bem mais curto. Senão vejamos: Rui Gonçalves, Kiko, João Paulo, Hugo Pinho, Rui Pinho, Jota e Princípe - que chegou em Outubro e saiu um mês depois -, já tinham deixado o Canedo, todos eles por opção própria, uns com motivos mais fortes do que outros, como é natural. Em sentido contrário, o Canedo registou apenas um reforço e foi já na reta final de Fevereiro: Eduardo, médio de 36 anos, com largo passado nos campeonatos nacionais ao serviço de emblemas como Marco - por quem jogou na II Liga -, Tirsense e Cinfães, por exemplo, chegou ao Canedo proveniente do Lourosa, onde tinha começado a temporada.

Coube ao Argoncilhe, na jornada dezoito, interromper a série vitoriosa do Canedo, com um nulo nas Valadas, destronando os "canarinhos" da liderança, recuperada de forma isolada pelo Mansores, que, até então, dividia o primeiro lugar com a formação canedense. Na jornada seguinte, houve jogo grande em Mansores, com duelo de candidatos, mas com o Canedo, mais uma vez, a não conseguir sair do nulo e a consentir o segundo empate consecutivo, que até acabou por ser um mal menor, tendo em conta que saiu da vila mansorense a depender apenas de si próprio para chegar à futura Divisão de Elite da AF Aveiro. Uma semana depois, o Canedo goleou o Lobão por 6-0, viu o Mansores perder diante da Geração Rui Dolores, e chegou à liderança isolada, somando, depois, mais três vitórias consecutivas, uma delas também por 6-0, sobre o São Martinho. A faltarem três jornadas para o final, o Canedo já somava sete pontos de vantagem para o Mansores, que, entretanto, havia perdido em Sanguedo e cumprido a jornada de folga, pelo que, a faltarem nove pontos possíveis, só uma hecatombe impediria o Canedo de festejar a subida. À primeira oportunidade, empate em Travanca, com o Rui Dolores, e subida adiada, pelo menos por mais uma semana; à segunda oportunidade... festa nas Valadas: 4-1 ao Mosteirô de Arouca e o Canedo já estava na Elite. Na última jornada, apenas para cumprir calendário, Vasco Coelho fez um onze com jogadores menos utilizados e o Canedo despediu-se da fase regular com uma derrota, em Sanguedo, por 3-2.

Com a conquista da Série A da II Divisão, o Canedo "ganhou" o direito de disputar o Apuramento de Campeão Distrital juntamente com os vencedores das outras três séries: Ovarense, Vista Alegre e AC Famalicão. Apontado como o grande favorito à conquista do título, o Vista Alegre escorregou nas Valadas logo na primeira jornada, saindo derrotado por 1-0, num jogo em que Zé Nino defendeu duas grandes penalidades e foi o "herói" canedense. Na semana seguinte, o Canedo foi até ao terreno do Famalicão, concelho da Anadia, golear por 4-0, e mostrava que tinha argumentos para se sagrar Campeão Distrital, o que ficou provado nas duas jornadas seguintes, com dois empates fora de casa: 0-0 em Ovar e 1-1 em Vista Alegre. Faltavam duas jornadas para o fim deste mini-campeonato, e o Canedo tinha tudo para se sagrar Campeão Distrital, até porque tinha de disputar essas duas jornadas em casa. Na receção ao Famalicão, goleada canedense por 5-1, enquanto que, ao mesmo tempo, Ovarense e Vista Alegre não saíram do nulo, deixando assim o Canedo em boa posição de se sagrar Campeão, visto que precisava, "apenas", de empatar com a Ovarense na última jornada. Porém, o impensável aconteceu já para lá da hora: com a partida a arrastar-se para o final com um nulo que interessava ao Canedo, Fábio Pereira marcou para os de Ovar, aos 90+4' minutos, e deu o título, de forma inesperada, a um clube que, não há muitos anos, andava por outros palcos do nosso futebol.

Resumindo: o Canedo foi um justo Campeão de Série, uma vez que foi provando, durante a época, que era a melhor equipa do campeonato, mesmo que não tenha vencido nenhum jogo diante do Mansores, segundo classificado. Em vinte e quatro jogos, o Canedo venceu dezanove, empatou três e perdeu dois - total de 60 pontos -, marcando setenta e dois golos e sofrendo apenas doze, o que permitiu, também, que a equipa "canarinha" tivesse o melhor ataque e a melhor defesa da prova. No Apuramento de Campeão, o Canedo teve tudo para voltar a conquistar o título exatamente vinte anos depois da última vez que o fez, mas, desta feita, faltou mesmo a "estrelinha da sorte" que não só impediu a conquista do título, como o tirou da forma mais cruel possível. Ainda assim, nunca é demais lembrar que o objetivo da época foi alcançado com sucesso: o Canedo subiu de divisão. Importa referir, também, que o Canedo esteve quase três meses sem sofrer qualquer golo: a série começou em Lobão, a 30 de Outubro de 2016, quando o Canedo venceu por 3-1; e só terminou a 29 de Janeiro de 2017, em Paços de Brandão, na marcação de uma grande penalidade, numa partida que terminou com vitória canedense por 3-2. O único aspeto negativo da época, foi mesmo a participação na Taça de Aveiro, em que o Canedo podia ter ido mais longe na prova, mas caiu logo na primeira eliminatória, nas Valadas, diante do São Vicente de Pereira, através do desempate por grandes penalidades, após um nulo durante os 90' minutos regulamentares. Como disse anteriormente, Vasco Coelho soube reunir um conjunto de bons jogadores, e trabalhou, juntamente com a sua equipa técnica e com o plantel, para que o Canedo tivesse aquilo que não teve na época anterior: qualidade, competência e regularidade. E assim se fazem os Campeões.

O momento - 12ª Jornada: ACRD Mosteirô 0-4 Canedo

A jornada doze marcava o segundo grande desafio do Canedo na época: a deslocação ao terreno de um dos rivais na luta pela subida, o Mosteirô de Arouca. O Canedo partia para essa jornada com um ponto de desvantagem para o líder, Mansores, e com quem já tinha perdido em casa; e com três de vantagem para o Mosteirô, pelo que se perdesse não só podia deixar fugir ainda mais o líder, como era alcançado pelo seu adversário dessa jornada. Porém, o resultado surpreendeu tudo e todos: o Canedo goleou por 4-0, ainda por cima, com um "poker" de Badolas. O médio-ofensivo foi a grande figura do encontro e começou logo a "destruir" a estratégia arouquense com apenas um minuto e meio de jogo, quando bateu um livre de forma exemplar; depois, marcou aos 57', aos 63' e aos 84', sendo que, o terceiro golo, é uma autêntica "obra de arte", com um remate de trivela do meio-campo. Com esta goleada, o Canedo assumiu-se, de vez, como a equipa mais forte do campeonato, e afastou, praticamente, com o Mosteirô da luta pela subida de divisão.

A figura: Coletivo

Numa equipa que subiu de divisão, é sempre injusto destacar-se um jogador em detrimento dos restantes, pelo que decidi destacar o coletivo como a grande figura da temporada, uma vez que todos trabalharam para que o Canedo chegasse à Divisão de Elite da AF Aveiro. Fernando Jorge fez 25 golos no campeonato, Paulinho fez 15 e Badolas fez 14, por exemplo, mas houveram muitos mais jogadores a fazerem uma excelente temporada e a contribuírem, decisivamente, para a subida de divisão do Canedo.

A revelação: Zé Nino

Para a baliza, Vasco Coelho manteve Rui Gonçalves, o titular da temporada passada, e contratou Zé Nino, filho de uma antiga figura do clube, Nino, e que tinha iniciado a sua carreira, precisamente, nas escolinhas do Canedo. Porém, Rui lesionou-se nos "famosos" Torneios de Verão e nunca marcou presença na época canedense, obrigando Vasco Coelho a recrutar Ricardo Mota ao Pigeirense, da Inatel, outro canedense e com passado pelo clube. A aposta inicial recaiu em Zé Nino e este não mais largou a baliza, impondo-se de forma natural, acabando por realizar uma temporada extraordinária, sofrendo apenas nove golos em 23 jogos no campeonato. Além disso, destaque para a especialidade do guardião em defender penaltis: defendeu três na temporada, um diante do Paços de Brandão, em casa, e com o resultado em branco; e dois contra o Vista Alegre, também em casa; revelando uma extraordinária competência para este tipo de lances.

A desilusão: A Taça... outra vez

Não há meio do Canedo fazer um brilharete na Taça, algo que escapa ao clube desde 2008/2009, quando chegou aos Quartos-de-Final. Tem sido, desde aí, apanágio do clube cair à primeira ou à segunda eliminatória, e, desta feita, foi à primeira, em casa, diante do São Vicente de Pereira, e através do desempate por grandes penalidades, depois de um nulo "teimoso" que imperou durante noventa minutos. Na próxima temporada, além da manutenção na Divisão de Elite, pede-se que o Canedo faça uma boa campanha na Taça, de forma a honrar o seu passado glorioso na competição entre 1999 e 2001.


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